ARTE DAS LETRAS

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PÁGINAS SOLTAS - ELE VAI CHEGAR


Vamos preparar os caminhos do coração com amor, paz, alegria, pois ELE vem ai...
ELE está a caminho!
ELE está chegando!


by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

PÁGINAS SOLTAS - DEZEMBRO


Bom Dia Dezembro!
Bem vindo Dezembro!
O mês da alegria, do amor e das festas...
Vamos harmonizar para quando o Natal chegar!

by Didi Leite

PÁGINAS SOLTAS - BOM DIA DE NOVO


Ilustração Imagem Google

PÁGINAS SOLTAS - BOM DIA DEZEMBRO


by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

PENSAMENTOS - DIVAGANDO NA POESIA - RESPOSTA - SKANK


A música RESPOSTA gravada pela Banda Skank tem versos que me fazem viajar na poesia...

"Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou..."

O vento e o tempo
o tempo e o vento
sopram pra longe, muito longe
as lembranças
e até os lugares....
Não há respostas.
Tudo ficou pra trás.

by Didi Leite
Ilustração Imagem Google


POESIA - A GENTE ERA O QUINTAL


  A GENTE ERA O QUINTAL

E aquelas tardes passavam tão infantis
que a gente  se achava como sendo parte
das árvores,
da florzinha do canteiro,
da joaninha no galho,
dum pardalzinho voando
e de uma borboleta fazendo bailados
aqui e ali.
A gente era  uma coisa só,
não se sabia onde começava um
nem terminava  o outro.
Eta vida danada de boa!
A  gente era mesmo é o quintal

e o quintal era a gente...   

by Didi Leite

CONTOS QUE TE CONTO - A ILHA DA PEDRA BRANCA - 38o. Capítulo


A ILHA DA PEDRA BRANCA

                                         38o.Capítulo

                                     ... continuação

Alguém chegou suavemente e disse para ele:

- Cauê! Cauê! Eu vim, eu voltei por você!
O rapaz reconheceu aquela voz, virou-se e um som abafado saiu dos seus lábios:
- Jani!

Cauê olhou a irmã e lembrou das palavras de vó Miranda: ¨receba sua irmã de braços abertos¨.  Os dois irmãos se abraçaram e choraram juntos.

- Perdão meu irmão! Eu errei quando fugi daqui.
Jani caiu de joelhos diante do irmão e chorava abraçada a sua cintura. Era a primeira vez que Cauê via a irmã tão adulta, tão sofrida.
- Graças a Deus que você, Jani, não estava aqui, podia ser que a esta hora eu estivesse chorando por você também!

- Açucena minha amiga desde que éramos criancinhas, éramos irmãs!  Eu vim pra ajudar. Soube da morte do pai, sinto culpa no coração
- Ele não morreu porque você foi embora. Ele já estava muito doente, já estava no fim da vida mesmo.   Ajudar como? Você não tem que voltar lá pra TV?

- Nunca mais saio de Pedra Branca. A cidade, a TV é tudo uma grande ilusão. Sofri muito durante esse tempo que fiquei lá. A Stela foi a única que foi boa pra mim. Ela me protegeu, me guardou e me ajudou. Tive que me defender com unhas e dentes daquele maldito Celso. Ela pagou minha passagem de volta, me botou no ônibus pra eu chegar em Boqueirão.
Eu voltei inteira como fui. Eu sou moça, a mesma moça que saiu daqui naquela noite. As pessoas da cidade são muito diferentes, a gente não sabe quando estão falando sério, quando estão dizendo a verdade. Todos me achavam burra e alguns riam de mim pelas minhas costas. Eu tinha que decorar palavras que nunca ouvi, nunca disse. Eu errava e todo mundo ficava com raiva de mim. Chorei muito e aí o arrependimento bateu no meu coração. Era uma saudade sem fim da felicidade, da paz que eu tinha aqui na ilha. Tinha saudades até das nossas brigas. Estava tomando coragem para voltar, tinha  medo de você. Mas as notícias ruins me puxaram de vez pra cá. Vim pra ficar.

Cauê acariciou os cabelos da irmã, da sua Jani querida. Com a voz engasgada perguntou a Jani:
- E Januário?

- Tô aqui, irmãozinho! Também voltei pra ficar! Quero e vou ajudar no que for preciso. Eu só tenho pedido de perdão a você. Traí sua confiança saindo com Jani daqui, na calada da noite como um malfeitor, um traidor. Sofri muita humilhação e me deram muitos apelidos, lá naquela cidade infeliz.
Nada que me disseram aconteceu. Eles me encheram os ouvidos com promessas, que nem se faz com criancinha boba. Eu fui um bobo, eu fui o bobo deles.   Também já soube da morte de Getúlio e de Donato. Saudades do mar! Saudades de puxar as redes! Sabe Cauê, eu sou pescador e para sempre vou ser pescador. Eu, lá na cidade, ficava pensando e me perguntando se nasci da barriga da minha mãe ou se nasci do mar. Quem é do mar,  mas é nunca que vai gostar daquela vida da cidade. Tinha que usar sempre sapato, andar de camisa, de blusa o dia inteiro. Por mais que esticasse meus olhos não via o horizonte azul, o mar. E que saudade dos peixes, peixes pulando na rede, pulando das mãos. Como a gente conhece a natureza das águas da rainha do mar! A gente não brigava, a gente implicava  um com os outros pra viver nessa nossa vida de pescador. Ser pescador é a nossa natureza. Eu fiquei como peixe fora d´água. Uma vez pescador para sempre pescador. Como dói quando a gente se afasta da nossa natureza!
- Januário, nós somos todos irmãos ligados pelas ondas, pelos peixes, pelos barcos... Pelo mar e sua rainha!  Mas que bom que você voltou, há tanto o que fazer na nossa casa, Pedra Branca!
-  Cauê, é só você dizer o que quer, que eu faço. Já falei com Cristóvão lá na igreja, ele também vem trabalhar com a gente.

Cauê abraçou Januário e os dois lembraram os tempos de briguinhas sem importância.  
- A Elizabete foi buscar alguma coisa em Boqueirão, logo ela vem aí. Disse Jani.

                                                  continua...

by Didi Leite

POESIA - ALGUNS MORADORES DE MIM


   ALGUNS MORADORES DE MIM

Duas coisas moraram na minha infância,
brinquedos  transformados
e  capacidade de imaginação.
Uma latinha de fermento
virava uma panelinha,
uma caixinha de fósforos uma janelinha.
Inventava lugares, pessoas, conversas
e bichos que falavam.
Eu era a artista de mim.
Que coisa maluca!

Pensavam assim. 

by Didi Leite
Ilustração Imagem Google

POESIA NA MPB - É HOJE O DIA (fragmento da poesia)


Samba É HOJE O DIA da escola de samba UNIÃO DA ILHA
Autores: Didi e Mestrinho
Gravação Caetano Veloso

Ilustração Imagem Google

domingo, 29 de novembro de 2015

POESIA - CANSAÇO


             CANSAÇO

Tenho um cansaço extremo,
de tudo que me carrega pela vida.

Mesmo dormindo, o sonho
me traz cansaço,
de sonhos não vividos.

Há um lado da vida
que é só repetição,
cotidianamente a mesma coisa,
a coisa mesma.

Às vezes dá vontade de virar a mesa!

by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

PENSAMENTOS -


by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

PÁGINAS SOLTAS - BOM DIA DEPOIS DAS CHUVAS


by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

PENSAMENTOS - DE DESPERTAR E RENOVAR


Ilustração Imagem Google

CONTOS QUE TE CONTO - A ILHA DA PEDRA BRANCA - 37o. Capítulo


A ILHA DA PEDRA BRANCA   -  Romance

                                           37o. Capítulo

                                      ...   continuação

Vocês são os culpados!
- Minha filha ficou presa lá naquele fogo. Disse Justo chorando.

Os repórteres ouviam  e anotavam tudo, o nome de Jonas Ferroso entrou em destaque. Eles quiseram saber como foi que tudo começou e onde o empresário e o prefeito entravam na história. A notícia se espalhou pelos jornais, pelos noticiários do rádio e as imagens da ilha, ainda com fogo sendo apagado pelos  bombeiros, apareceram na televisão.  Jani e Januário ficaram sabendo do incêndio. A moça quis voltar à ilha, precisava ver o irmão e a mãe.

Foi aberto processo de responsabilidade do incêndio. O empreendimento de Jonas foi embargado. Elizabete lutou como leoa para saber que fim levou seu relatório sobre a ilha. Seu relatório havia sumido. Mas a bióloga não se intimidou pois tinha tudo registrado em seu computador.  Um repórter localizou os registros da ilha, um político de ocasião entrou com um projeto para que fosse dado o título de posse das terras da ilha aos pescadores. A história da formação da população da ilha foi contada e recontada em todos os noticiários. Era unanimidade entre todos que a ilha pertencia àquela gente. Jonas Ferroso sumiu e não atendia nenhum jornal. A desculpa era que tinha viajado. Mas  não ia escapar do processo que foi aberto contra ele.

Como num canto bíblico trombetas ecoaram no ar! Dos quatro cantos do mundo, como se  a mãe natureza tocasse um shofar clamando a todos que viessem cuidar, tratar das feridas de sua filha: a ilha da Pedra Branca!

Quando Cauê voltou à sua ilha, Pedra Branca, chorou convulsivamente olhando os destroços daquilo que um dia foi seu mundo.
A ilha parecia um cadáver ressequido, uma árvore desgalhada, um lugar inabitável.  A ilha deserta, só parte da mata estava de pé. O galpão se salvara pela providência divina. Mas as casas, estas eram só ruínas. Elizabete, Zé e Justo olhavam tudo e não sabiam o que dizer, nada havia a dizer para consolar Cauê. Aí, Elizabete lembrou de vó Miranda quando lhe disse: ¨sua gratidão quero de outra maneira, um dia você vai saber¨.

- Recomeçar!   Vamos arregaçar as mangas e por as mãos no trabalho. Vamos reconstruir tudo! Foi o que Elizabete disse a Cauê com força e vigor.
Zé da Conceição lembrou a Cauê o dinheiro que haviam ganho da TV Norte Sul, ele daria para reconstruir as casas. A bióloga se comprometeu a reflorestar a mata queimada.  Justo deu graças a Deus que os barcos estavam salvos, pelo menos podiam pescar, era só comprar as redes e motores. Cauê ouvia a todos apático.
- E minha Açucena? Como a trago de volta? E Donato ?  Mais que um amigo, um irmão? Até meu pobre Fininho, tão fiel, tão amigo?
Justo se abraçou ao rapaz e chorando disse que agora sua filha, Açucena, estava com vó Miranda e os anjos no céu pertinho de Deus. Ela olharia por eles.

No dia seguinte, Elizabete já estava requisitando em seu trabalho, no ministério,  funcionários para limpar a mata e começar a preparar o solo para o replantio.  O prefeito colocou funcionários para ajudar na limpeza dos escombros. Justo e Zé e voluntários das outras ilhas vizinhas começaram a retirar os entulhos dos escombros. Era um trabalho braçal limpar toda a área do local das casas para começar a reconstrução das casas.

  Cauê encontrou sob os destroços das paredes da sua casa a escultura de Açucena feita por Sebastião. Ele não sabia e jamais saberia que sua Açucena morreu por causa daquele presente. Aí o rapaz desanimou, abatido foi sentar nas pedras, lugar do seu retiro. A escultura estava intacta. Cauê olhava e as lágrimas corriam dos seus olhos. Ficou olhando o mar e as lágrimas corriam pelo seu rosto. Chorava por sua mulher, pelo seu amigo e irmão Donato e por sua querida ilha. Sua ilha, seu ninho, como chegou a esse ponto! – Destruída –
Alguém chegou suavemente e disse para ele:

- Cauê! Cauê! Eu vim, eu voltei por você! 

                                                             continua...

by Didi Leite

POESIA - DE PÁSSAROS E FLORES


DE PÁSSAROS E FLORES

Num dia abençoado
aprendi que pássaros não
rimam com gaiolas.
E numa expansão de amor
compreendi que flores
não devem ser cortadas dos galhos
nem suas pétalas jogo

do bem e mal me quer .

by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

PENSAMENTOS - DE EXCLUSIVIDADE




PÁGINAS SOLTAS - CONVERSA DE PÁSSAROS


CONVERSA DE PÁSSAROS
Pássaros conversavam nas altas copas de uma árvore.

Pergunta a Andorinha:
- o que é o que é, que é imensa, mas se escreve pequena?
Um Rouxinol pensa, pensa e responde:
- acho que é o amor.
O Gavião pergunta:
- é no feminino?
A Andorinha diz:
- Pode ser.
 Um Bem-te-vi responde ligeiro:
- Ah, deve ser a água.
Uma Sabiá pergunta se é coisa ou sentimento.
A Andorinha fica calada... não sabe responder.

Um Beija-flor saltando e voando diz :
- Querem saber? Isso é invenção da Andorinha pra pegar a gente.
Uma Pombinha branca que estava quieta assistindo, suspira e diz:
- Eu sou a imagem dela.
Aí, todos olham pra Pombinha e já iam brigar, quando a Andorinha fala:
- A Pombinha quase acertou.
- Um Papagaio inteligente ri e diz:
- Gente, a resposta está na Pombinha, ela é o quê? Ela não é a
figura da paz?  Uma coisa imensa e se escreve pequena é a Paz!!!

E a Andorinha chamou os pássaros amigos, lembrando que estava chegando o Natal, então, era  tempo de preparar a Paz no coração para a chegada do Senhor.
A paz é imensa e é pra todo mundo, pra todos os corações. Uma palavrinha pequena e tão grande ao mesmo tempo!

E o Papagaio comovido começou a cantar  o "jingle Bells" acompanhado de todos os pássaros...E todos ficaram em paz!

by Didi Leite

Ilustração Imagem Google 

sábado, 28 de novembro de 2015

P´´AGINAS SOLTAS - TEMPO DO ADVENTO


ILUSTRAÇÃO IMAGEM GOOGLE

PÁGINAS SOLTAS - BOM DIA -


ILUSTRAÇÃO iMAGEM gOOGLE

PÁGINAS SOLTAS - BOM DIA DOMINGO


By Didi Leite

Ilustração Imagem Google

POESIA NA MPB- QUEM ME LEVARÁ SOU EU - DOMINGUINHOS


Ilustração Imagem Google

CONTOS QUE TE CONTO - CENAS DOS PRÓXIMOS CAPITULOS


A ILHA DA PEDRA BRANCA

                          CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

- Cauê invade a Prefeitura
- Elisabete encontra os ilhéus
- Jonas Ferroso foge
- Elisabete lembra a frase de Vó Miranda pra ela
- O som das trombetas do shofar

by Didi Leite

CONTOS QUE TE CONTO - A ILHA DA PEDRA BRANCA - 36o. Capítulo


A ILHA DA PEDRA BRANCA

                                                36o. Capítulo

                                               ... continuação

Açucena já estava dentro do barco e chorava, foi  aí que ela lembrou da escultura que Sebastião fizera e Cauê lhe dera de presente. A moça teve a trágica ideia de correr até em casa para buscar sua escultura. Dona Carmem estava de olhos fixos nas chamas que lambiam as árvores e não se deu conta da saída da moça do barco. Só Fininho pulou e latindo foi correndo atrás da moça. Alguns barcos já estavam entrando no mar. Mais árvores caíram sobre as casas, agora o fogo era uma barreira intransponível. Cauê gritou se todas as crianças já estavam embarcadas, mandou tocar para frente e remarem mar adentro. Os barcos estavam sem motor, à noite eles tiravam os motores dos barcos e guardavam em casa. Ele pulou para o barco e quando já ia sair, ouviu os gritos de sua mãe:
- Meu Deus!  Açucena! Açucena não tá mais aqui. Cauê!

- Onde foi Açucena? Ela tava aqui dentro eu vi! Gritava Cauê.
- Vi Açucena com Fininho correndo na direção de casa. Disse uma criança.
- Vou lá, vou lá... Disse Cauê desesperado.

Mas Zé segurou seu braço e disse que se ele entrasse naquele caldeirão de fogo ele morreria. O fogo soprado pelo vento ia em direção das casas. Donato segurou Cauê e mostrou a ele que as casas estavam como uma fogueira só. Era melhor ele comandar o pessoal no mar, por entre aquelas pedras naquela escuridão, que ele mesmo iria procurar Açucena. Dizendo isso Donato saltou na areia e saiu em direção da casa de Cauê. Os barcos restantes entraram com rapidez nas águas escuras se afastando de Pedra Branca.

De longe Pedra Branca parecia uma grande fogueira. Das outras ilhas ao redor se via o incêndio. Cauê achou melhor todos se dirigirem para Caramujos, que era uma ilha mais afastada e segura. Os barcos foram chegando na areia e todos ficaram juntos, ali, olhando com horror para o fogaréu ao longe. Ouviu-se as buzinas da Guarda Costeira dando o alarme do incêndio. Cauê ficou esperando ver o barco de Donato apontar no mar, ao mesmo tempo em que pensava que o amigo podia ter seguido para a cidade no continente. 

Providencialmente uma chuva  começou na madrugada. O mar estava cheio de barcos vindos de outras ilhas, a capitania dos portos acionou os bombeiros, mas o fogo  havia tomado as casas, as ultimas casas haviam desabado, justo a casa de Cauê, onde Açucena entrara e Donato também chamando por ela. A fumaça não deixava se ver nada. As paredes ruíram sobre eles. Os dois morreram vítimas do desabamento e da intoxicação pela fumaça. O desgraça era completa, o estrago já estava  feito. O galpão não tinha sido atingido graças ao vento, que afastava o fogo para o sul da ilha.

 Quando chegaram em Caramujos dona Ceição e Justo queriam saber de Açucena. Onde estava a filha? Por que ela não estava entre eles?  Ceição começou a chorar. Zé explicou o acontecido com a moça e Donato. Mas que tivessem calma, eles deviam ter pego o barco e ido para o continente. Justo queria ir lá, mas não adiantava.  

Nos dias que seguiram muita gente circulando pela cidade, helicópteros cruzavam o céu. Os bombeiros iniciaram os trabalhos de rescaldo. Cauê e Zé da Conceição deixaram os moradores em Caramujos, e seguidos por Justo  foram para a cidade. Os três pescadores entraram na prefeitura querendo falar com Caetano. Lá haviam vários repórteres e Elizabete que estava aflita para saber dos ilhéus de Pedra Branca. Cauê aos gritos dizia:

- Prefeito, Prefeito! Onde está o Prefeito Caetano?!
- Cauê! Que desgraça foi essa?  Indagou Elizabete, que já chegara à cidade.
Foi Zé que respondeu à moça.
- Uma desgraceira, um incêndio enquanto a gente dormia.

Caetano tentou acalmar Cauê, mas este aos brados disse ao prefeito:

- Foi o senhor e aquele Jonas Ferroso que causaram tudo isso. Botou aquela dinamite na ilha e aquele bêbado para tomar conta de tudo. O fogo começou enquanto todo mundo dormia. Agora nossa ilha, nossa casas queimaram todas. Minha mulher, meu amigo e meu cão e aquele pobre diabo do Jamelão morreram! Vocês são os culpados!

                                                     continua...

by Didi Leite

POESIA - ALGODÃO DOCE NO CÉU


ALGODÃO DOCE NO CÉU
Em bloco elas chegam,
se espalham, cobrem os céus
e encobrem o sol.
Esgarçam-se,  esfumaçam,
umas se vão, caminhando ao sabor
dos ventos, das correntes  aéreas.
Rápidas ou lentas,
brancas como flocos de algodão.
Cinzas, anunciando temporal,
raio e trovão.

As nuvens são águas
que querem imitar os pássaros!
Porque como chuva só têm um movimento,
precipitam-se na vertical.
Se voar é com eles,
deslizar nas altitudes é com elas.

São belas e suaves.
Tantas telas inspiraram!
Lembram algodão doce
do tempo de criança.
  
Às vezes temos nuvens no coração,
Ou nuvens na alma...
Elas fazem sombra aos sonhos
e não deixam espaço para a visão.
Encobrem males enraizados,
camuflando o real dolorido.
Fecham os caminhos para um outro viver,
não deixando a esperança de um amanhã,
um futuro com projetos de vida,
mesmo que seja esperança vã.
É esperar que brisas as levem,
desanuviando para abrir
caminhos da alma,
do coração.

by Didi Leite

Ilustração Imagem Google





                                    

MÚSICA SEM FRONTEIRA - Louis Armstrong What A Wonderful World

                       

Num momento tão conturbado no mundo, bom lembrar essa música de Louis
Armstrong
Tradução da Letra:
Que Mundo Maravilhoso
Eu vejo as árvores verdes, rosas vermelhas também
Eu as vejo florescer para mim e você
E eu penso, que mundo maravilhoso
Eu vejo os céus tão azuis e as nuvens tão brancas
O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite
E eu penso comigo, que mundo maravilhoso
As cores do arco-íris, tão bonitas no céu
Estão também nos rostos das pessoas
Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: "como você vai?"
Eles realmente dizem: "eu te amo!"
Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer
Eles vão aprender muito mais que eu jamais vou saber
E eu penso comigo, que mundo maravilhoso
Sim, eu penso comigo, que mundo maravilhoso

FONTE: YOUTUBE

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

PENSAMENTOS - DE ERRAR


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PENSAMENTOS - ENCANTAR COM O SIMPLES


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PENSAMENTOS - MAS SE


Ilustração por transparência de imagens by Didi Leite
Imagens Google

PÁGINAS SOLTAS - BOM DIA tartaruga


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PÁGINAS SOLTAS: BOM DIA COM AS ENERGIAS DO MAR


By Didi Leite

Ilustração Imagem Google

FILME VIRINHA

CONTOS QUE TE CONTO - CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS


A ILHA DA PEDRA BRANCA


                                   CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS:


- Donato prova sua grande amizade a Cauê
- Pedra Branca arde como uma fogueira só
- Todos vão para a Ilha de Caramujos

- Elizabete chega à cidade

by Didi Leite


CONTOS QUE TE CONTO - A ILHA DA PEDRA BRANCA - 35o. Capítulo


A ILHA DA PEDRA BRANCA  - Romance

                                             35o. Capítulo

                                             ... continuação

Numa noite daquela semana, Jamelão chegou à ilha. Vinha com uma sacola. Sentou-se no galpão no seu trabalho de vigia. O homem dormia mais que vigiava. Vez por outra bebia alguma coisa de uma garrafa escura.  Pensava ele:
 - Quando o doutor vai explodir logo essas pedras, pra eu dormir em sossego numa cama de verdade? Nessa ilha venta de madrugada. Tá calor aqui. Lugar chato de ficar... Vou lá fora fumar um cigarro, isso aqui tá muito silêncio...
Jamelão bebeu mais uma vez de sua garrafa, saiu andando para a praia, acendendo um cigarro. O homem fumava direto a noite toda.

Elizabete havia chegado de mais uma viagem de trabalho. Estava cansada, mas satisfeita, pois entrara em férias e ficaria um mês na sua casa.  A moça, após um bom banho, colocou umas latas de cerveja para gelar, pediu uma pizza por telefone. Enquanto esperava, ligou a televisão e ficou admiradíssima de ver que na novela que estava no ar,  Jani fazia uma pequena ponta numa cena. Ficou se perguntando como a irmã de Cauê fora parar ali na televisão. Lembrou do pessoal da ilha, Cauê com seu jeito tão sério e ao mesmo tempo tão doce. Sentiu saudades dele. Pensou que aquela hora já devia estar casado com Açucena. Lembrou de Ricardo e sua equipe. Como estariam os moradores da ilha?  O interefone tocou avisando que seu pedido à pizzaria chegara. A moça enquanto lanchava, sentiu vontade de ir até Pedra Branca. Mas lembrou que estava de férias e havia jurado que iria descansar aquele período. Continuou seu lanche, não estava prestando atenção na história da novela, olhava por olhar. Mas no intervalo do capítulo uma propaganda foi passando, Elizabete só se ligou quando viu uma cena da enseada da ilha e  ouviu : "um paraíso ao seu alcance , vendas na planta. Reserve já um pedacinho desse paraíso na ilha de Pedra Banca. Empreendimentos..."  Elizabete saltou da poltrona e quis confirmar o que vira e ouvira. Paraíso na ilha da Pedra Branca? Vendas na planta? Ela olhou a hora e já não dava para falar com ninguém no Mistério. Queria saber sobre o que fizeram com seu relatório sobre a preservação da ilha.
Mas no dia seguinte ia saber disso direitinho. Lá se iam suas férias embora, pois iria querer saber como foi dada autorização para empreendimentos imobiliários na ilha.

Em Pedra Branca todos dormiam em suas casas. A noite estava abafada, o calor estava intenso. Jamelão já havia bebido muito do conteúdo da garrafa que carregava nas mãos. Fumava e bebia tomando conta de nada. Já estava completamente  bêbado, agora o sono e o álcool já faziam seus efeitos. O homem resolveu sentar perto da mata, lá era mais fresco, ninguém ia mexer naquele galpão. Meio trôpego caminhou até a   mata, sentou e recostou-se a uma árvore. E assim bebia e fumava. Cochilou, a garrafa caiu de suas mãos e entornou, espalhando  a bebida, que era cachaça de pior qualidade, álcool puro, o cigarro acesso caiu dos seus dedos sobre o líquido no chão. A mata estava seca, já fazia tempo que não chovia, estavam no verão. Começou uma chama, pequena, que foi crescendo e se espalhando, espalhando e Jamelão de tão bêbado não acordou e não viu o fogo se alastrando. Em pouco tempo, um pedaço da  mata estava em chamas. O incêndio crescia. O fogo ardia, o vento soprava as chamas em direção às casas.

Já há mais de uma hora o fogo entrava pela mata adentro, se o vento mudasse de direção o galpão com a dinamite iria pelos ares. Foi Fininho que deu o alarme. O cão começou a latir insistentemente. Dona Carmem ouviu o cão e sentia um ar quente na casa. Por sua vez Donato, também ouviu os latidos de Fininho, levantou para ver o que havia com o cão, viu um clarão vermelho de fogo pela janela.  Apavorado chegou do lado de fora da casa e viu que a mata estava em chamas. Gritou por Zé, foi correndo chamar Cauê. Num instante todos os ilhéus estavam fora de suas casa.

- Zé temos que sair daqui. Olha, o fogo já chegou nas casas que foram de vó Miranda, Ariel e Justo, logo vai lamber nossas casas. Disse Cauê.

- Donato, nossos barcos, nossos barcos estão perto do galpão. Disse Zé.

- Gente, barcos ao mar. Vamos sair daqui já. Vamos entrar nos barcos e sair daqui agora.

Cauê desesperado gritava pelos irmãos para trazerem dona Carmem, sua mãe, enquanto ele e Zé corriam para desamarrar os barcos.
As mulheres estavam apavoradas. Açucena queria pegar algumas coisas em casa, mas Cauê disse que não dava tempo. O fogo se alastrava muito rápido. Zé da Conceição mandou que todos fossem correndo para os barcos. Ele já tinha soltado os barcos. Que deixassem tudo para trás. Açucena pegou Fininho nos braços, o cão latia apavorado ante as chamas.

Dona Carmem levou as crianças para a praia. Cauê olhava desesperado que o fogo ainda não tinha chegado nos fundos do galpão. Uma árvore em chamas caiu sobre as casas. Uma era a  casa de Vó . Fininho pulou do colo de Açucena  latindo e correndo desnorteado. Donato pegou o cão para botar dentro de um dos barcos. Cauê mandava todos correrem, pois tinham que vencer a barra do mar e se afastarem o máximo da ilha. Açucena já estava dentro do barco e chorava, foi  aí que ela lembrou da escultura que Sebastião fizera e Cauê lhe dera de presente. 

                                                            continua...

by Didi Leite

PÁGINAS SOLTAS - DIA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS


Hoje, comemora-se o dia de Nossa Senhora das Graças, dia 27 de novembro.
Que nossa Senhora abençoe a todos!

Missas durante todo o dia no Santuário, à rua Dr. Satamini com rua do Matoso,
é uma belíssima igreja.

PENSAMENTOS - SEM MELANCOLIA - CAIO FERNANDO ABREU


POESIA - SEM LICENÇA


SEM LICENÇA

Quem lhe deu licença
pra invadir minha vida,
meu coração
e desarrumar  pensamentos?

Você passou como tempestade
e vendaval pelo meu caminho
e se foi deixando esse estrago
em que estou rodeada?

A culpa é dessa minha mania de sonhar
e brincar de sonhos.
Mas você não foi sonhos
foi pesadelo.

Preciso acordar!

by Didi Leite

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

PENSAMENTOS - DIA DE ALEGRIA


by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

PÁGINAS SOLTAS - BOM DIA PRA VER O SOL


by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

CONTOS QUE TE CONTO - CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULO


CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS:

- Jamelão bebia e fumava enquanto vigiava
- Jamelão deixa o galpão e vai para as matas.
- Elisabete chega de férias e vê Jani na TV
- Elisabete sente saudades de Cauê
- Um acidente se abate sobre a Pedra Branca,
   e muda o destino de todos.

by Didi Leite

Ilustração Imagem Google


CONTOS QUE TE CONTO - A ILHA DA PEDRA BRANCA - 34o. Capítulo


A ILHA DA PEDRA BRANCA  -  Romance

                                        34o. Capítulo

                                        ... continuação

Os três sentaram nos barcos amarrados na praia e ficaram esperando Jonas Ferroso e seus homens. Estes logo apareceram, cumprimentaram os três ilhéus e Jonas começou a explicar o que foi fazer ali.

- Senhores, para iniciar as obras, precisamos limpar estas pedras do caminho. Esta montoeira de pedras e pedrinhas vai atrapalhar tudo, inclusive a construção das novas casas de vocês. Então temos que dinamitá-las. Removê-las, explodindo cada uma. Para isso, estou trazendo, ali naquela balsa, dinamite. Preciso de um lugar seguro para armazená-la. Um lugar onde não haja água, fogo, ninguém  mexa. Preciso de um lugar como aquele galpão. Certo?  Para o bem de vocês é preciso que compreendam isso: mexer em dinamite, só quem sabe lidar com ela. É perigo de vida!

- Nosso galpão é o lugar onde as crianças estudam, quando a professora vem aqui. Retrucou Cauê.

- Mas agora, não é tempo de férias? Não há aula agora. E a dinamite não vai ficar muito tempo aqui. Vamos usar logo e pronto. E então, podemos guardá-la no seu galpão? Só por uns dias. Mas as crianças não poderão entrar lá enquanto tiver uma caixa. Tão logo acabemos com isso liberamos o galpão. É coisa de dias. Depois, futuramente, vamos construir um galpão novo com janelas e porta para as crianças estudarem. Esse aqui vai ser mesmo demolido. 

Nesta hora, Zé da Conceição disse indignado:
- O que mais o senhor vai derrubar, vai tomar da gente?
- Calma senhor!  Como já falamos, todo o espaço, tudo que eu precisar para as obras e que seja de uso de vocês, eu vou construir igual em outro lugar.
Vou mandar desembarcar a dinamite e por aqui neste galpão.

Jonas deu ordens aos seus engenheiros, que foram para o píer. O homem falou, ainda, para os pescadores.
- À noite, vou por um vigia de minha confiança aqui. Ele só virá a noitinha, pela manhã irá embora. De dia a guarda e segurança da dinamite será por conta de vocês. Vocês não querem que esta ilha vá pelos ares, não é? É só não mexer, nem deixar as crianças mexerem. Certo? Vocês sabem do perigo. É explosão, e explosão mata!

A dinamite começou a ser desembarcada, as caixas colocadas no píer e depois transportadas para o galpão. Terminado o serviço, Jonas apresentou aos pescadores Jamelão, o homem que vigiaria, à noite o galpão. Jamelão era uma espécie de peão de obra. Era negro como a noite, tinha um ar calmo, só os olhos eram muito vermelhos, pareciam olhos doentes. Na cidade, Jonas já tinha providenciado alojamento para seus trabalhadores, era lá que Jamelão ficaria durante o dia. À noite, a lancha contratada a serviço de Jonas, viria trazer Jamelão à ilha e de manhã buscá-lo.

Faixas amarelas e pretas de alerta com a inscrição ¨perigo¨ foram postas na entrada do galpão, isolando o acesso. Eles se foram e Jonas tranquilizou-os, mais uma vez, dizendo que não podiam entrar e mexer naquilo. Não era grande quantidade, apenas dinamite  necessária para iniciar a limpeza das pedras. Era por pouco tempo aquilo ali.

Os pescadores se sentiam ameaçados, sitiados e de olho nas crianças. Todas foram seriamente prevenidas e proibidas de brincarem perto do galpão.
À noite Jamelão chegou para o seu posto de vigia.

O casamento de Pedrinho e Margarida foi marcado. O padre de Boqueirão das Ilhas facilitou as coisas, pois ele viria à cidade de Nossa Senhora da Conceição do Sul  celebrar o casamento na igreja local. Enfim, eles  casaram-se. Foi uma cerimônia simples, Margarida usava um vestido branco de algodão, um véu branco e algumas flores como buquê colhidas na ilha. O  noivo não usava terno, apenas uma camisa branca de mangas compridas. Na ilha fizeram uma ciranda à luz do dia e um bolo para os  noivos. À tardinha Pedrinho e Margarida se foram para sua casa em Boqueirão.

Justo e Ceição, depois do casamento, arrumaram suas coisas e foram embora morar na ilha dos Caramujos.A moça chorou com a despedida dos pais, estes disseram para o casal que quando quisessem podiam, também, ir para Caramujos. Havia lugar para eles. Cauê e a esposa ficaram abraçados na praia vendo o barco de Justo ir se afastando da ilha até sumir na linha de visão daquele mar. Zé da Conceição não ia sair da ilha, por enquanto.

A maioria dos moradores, de uma forma ou de outra, tinham deixado a ilha das Pedras. Agora, restavam poucos moradores. Só Donato, Cauê e Zé da Conceição eram ainda os bastiões da ilha.  Zé estava ficando desanimado com a ideia daquelas obras.

- Cauê, a gente não vai aguentar isso aqui, quando nos botarem lá pro sul da ilha. A gente um dia, uma hora vai ter que ir embora também, Não dá nem mais pra fazer ciranda. Tô sentindo enfraquecer minhas forças. Parece que a gente tá dando murro em ponta de faca.

- Zé, eu não saio daqui. Já disse que aqui é meu mundo. Eles vão ter que aturar a gente. Quero ver até onde isso tudo vai dar.

- Mas Cauê, lembra o que Vó Miranda  disse? Pra não lutar contra um gigante?
Donato que ouvia tudo calado, falou para os dois:

-  Cristóvão dizia que um dia todos iriam embora da ilha... Parece que a profecia dele está se cumprindo. Mas eu fico com você, Cauê, até o fim. Não vou embora.  Só saio desta ilha morto!

Numa noite daquela semana, Jamelão chegou à ilha. Vinha com uma sacola. Sentou-se no galpão no seu trabalho de vigia.
                                                          continua...

by Didi Leite

POESIA - ALEGRIA E ALEGRIA


ALEGRIA E ALEGRIA

Hoje estou na poesia,
coração em profunda
e fina sintonia
com a natureza,
com música,
com flores, rio e pardais.

Pudesse eu ficaria
o dia inteiro escrevendo
esse pulsar de contentamento
e intensa alegria.
Mas fico repetindo de mim pra mim:
-mas como a vida é esplendorosa!
Alegria é assim, nasce do nada
por motivo algum.
Pode ser loucura,
mas eu sou assim.

By Didi Leite

Ilustração Imagem Google