ARTE DAS LETRAS

sábado, 25 de julho de 2015

PÁGINAS SOLTAS - CONSIDERAÇÕES DE FIM DE TARDE - REJEIÇÃO



CONSIDERAÇÕES DE FIM DE TARDE(texto na íntegra)

Esta semana o índice de rejeição da Presidente chegou a um percentual altíssimo, inacreditável para quem há sete meses atrás tinha metade do país a seu favor, elegendo-a ao cargo.
Em sete meses apenas, essa metade que a aplaudia, agora a rejeita.

Não vou entrar nesse mérito, quero ater-me ao sentimento de rejeição.  A rejeição é traumática para quem a recebe.  Desde muito cedo a criança aprende a se comportar de maneira que seja aceita na família e no grupo a que pertence. A rejeição é uma negação, uma não aceitação, é repelir, é tirar de perto, é não querer o convívio, é condenar o outro ao nada.

A rejeição pode ser uma  porta aberta para uma desestabilização mental. Que o digam os artistas, políticos, professores ou qualquer pessoa pública ou não. Quem aguenta uma condenação assim, sem não se desestruturar nas bases?   Ninguém!

Nós precisamos ser aprovados, ser aceitos, ser gostados.  Nós temos o "feeling" de quando uma pessoa não gosta da gente, mesmo que ela nada nos tenha dito, apenas pelo seu jeito de nos tratar sabemos disso. Isso nos causa um certo mal-estar, mas é uma pessoa só, mas imaginemos uma sociedade inteira...

Todos nós pertencemos a uma "tribo", a um grupo com o qual nos identificamos, isso em qualquer idade que tenhamos. Por isso, todo mundo age, se veste, fala e aprecia mais ou menos as mesmas coisas. Não há grandes disparidades entre os membros de um grupo.  Isso pode ser mais amplo, entre todas as tribos,  grupos de seres humanos do mudo. 

Rindo penso: feliz é a lua, que é apreciada, cantada em prosa e verso, pois não há quem dela não se enamore e por ela não se encante. Vou ver o céu à noite e ver se ela aparecerá hoje.


by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

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