ARTE DAS LETRAS

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

INDAGAÇÕES - Quem é o Culpado?




Quando uma mulher se descobre traída, sua tendência é culpar e execrar a "outra". Mas é só a "outra" a culpada? Por um acaso, ela obriga o inocente a trair?  E ele, o traidor não tem culpa nenhuma? Por que a mulher traída sempre culpa só a "outra" e até perdoa o traidor?

Eu por mim já vou respondendo que os dois são culpados. Mas em muitas vezes, é o homem quem busca outra. Ele insiste e faz de tudo para conseguir seu objetivo. 
Agora, a traída, muitas vezes, também tem sua culpa.
É um triângulo amoroso. E como sabemos, só há triângulo com três partes.

E você o que pensa?

by Didileite
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PENSAMENTO - Até o Amargo Fim



Quando um desenlace amoroso é irrecuperável, não tente engolir as lágrimas e sufocar a dor como heroína de si mesmo. Deixe as lágrimas molharem suas faces e encharcarem sua alma, e assim a dor vai saindo. É bom viver até o fim, esse amargo fim.


by Didileite
Ilustração Imagem Google 

CONTOS QUE TE CONTO - A CARTA - Parte FINAL



CONTO
                                          A CARTA

                                               
                                                                Final

                                                                ...continuação
Regina, seja quem for que fez este jogo sujo com nós três, agora não vai mais encontrar espaço para continuar.  Espero que você seja feliz!

No final desta semana, Sonia começou a despachar sua mudança para sua casa em Maricá.  Os carregadores foram tirando as coisas e levando para o caminhão de mudanças. Sonia estava sentada num cantinho que restara da poltrona da sala, quando um dos carregadores chegou e perguntou-lhe:
- Senhora, esta máquina de escrever velha é para embalar também?  Ela estava lá no chão sem proteção nenhuma.
Sonia olhou para a velha máquina e disse sorrindo:
- Não.   Esta máquina eu comprei  num antiquário   para fazer um
trabalho.  Não preciso mais dela.  Isso vai para o lixo.
- Ah! Se vai para o lixo, posso levá-la comigo no caminhão?  Vou desmontar e vender as peças num ferro velho.
- Pode levar.  Dê fim a ela. Ela já teve a sua utilidade.

Finalmente, os carregadores levaram os últimos móveis de Sonia
para o caminhão de mudança.  Ela fechou a casa e ligou para alguém no seu celular: - Oi! Sou eu Sonia. Posso encontrá-lo, agora, lá naquela lanchonete?  Estou saindo de casa, daqui a vinte minutos chegarei lá.  Está bom!  Até já!

Sonia chegou à lanchonete e a pessoa que a esperava estava sentada em uma cadeira de uma mesa bem de frente para a porta. A moça entrou e cumprimentou a pessoa:
- Boa tarde, seu Clemente!
- Boa tarde,  dona Sonia!   Eu não posso demorar muito, pois meu
colega ficou lá no meu lugar para eu vir aqui.
- Não vamos demorar, seu Clemente, eu só queria me despedir do senhor e agradecer tudo o que o senhor fez. Estou de mudança desta cidade.

- Bem, eu só fiz o que a senhora me pediu, porque a senhora me disse que era para o bem da dona Gislene, e ela é como uma mãe para a gente lá em casa.  Não quero que nenhum mal aconteça a ela. Uma senhora tão boa, de coração tão bom! Olhe, o seu celular está aqui, trouxe para lhe devolver.

- Nada disso, seu Clemente, pode ficar com o celular ele é seu. Comprei para o senhor. Era para nos falarmos quando precisasse lhe avisar alguma coisa. Não se preocupe com dona Gislene, nada mais vai acontecer de mal com ela, com a família dela. Agora está tudo em paz.  Eu só precisava que aquele envelope não chegasse às mãos dela. Por isso, pedi ao senhor que quando recebesse um envelope pardo, endereçado a ela, com letras pretas  grandes, o senhor separasse para mim, que eu vinha aqui buscar.  Isso  evitou uma grande tristeza e infelicidade para a dona Gislene, de quem o senhor gosta tanto.  Isso deve ficar para sempre em segredo, seu Clemente.  Mais uma vez muito obrigada pelo grande favor que o senhor nos fez.  Estou indo embora.  Olhe, não se ofenda, mas quero deixar com o senhor este envelope. Dentro tem uma pequena quantia para o senhor comprar qualquer coisa para os meninos.

- Que isso, dona Sonia?!  Não precisa se incomodar... 
Dito isto, Sonia levantou-se, deixou o envelopinho sobre a mesa em frente ao homem, apertou-lhe a mão e foi embora.
Já no seu carro, Sonia ia com a sensação de dever cumprido.  Pediu para o porteiro interceptar aquela carta, evitando assim uma infelicidade no lar de Gislene.  Pensou em Regina e sentiu certo desprezo pelas atitudes egoístas e baixas que ela tomou.  E Renato um homem tolo e aventureiro, que expôs seu casamento sem pensar nas consequências.  Mas ela fez o que achava que era certo. Carta anônima para uma pessoas inocente?    Isso jamais ela
aceitaria. Veneno de cobra se cura com veneno de cobra, não é assim que dizem?  Contra a infâmia de uma carta anônima, só outra carta anônima, melhor dizendo muitas outras cartas anônimas.

                                           FIM     

by Didileite
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POESIA NA MPB - CÉU DE SANTO AMARO


AUTORES:
Versão e Arranjo: Flavio Venturini
Música: Johann Sebastian Bach
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CURIOSIDADE:
Esta música foi composta por Bach, compositor alemão clássico, nascido em
1865. O nome da música é ARIOSO. Flávio Venturini fez a versão e os arranjos para CÉU DE SANTO AMARO. 


domingo, 28 de setembro de 2014

POESIA - De Canto do Vento



O  CANTO DO VENTO

O vento vem até mim
cantar acalantos e cirandas
que me fazem morna  de ternura.
Vento que me toma,
que me envolve,
revolve e vai embora,
deixando  aromas

de rosas e alecrim.

by Didileite

PENSAMENTO - De Dor



Para as dores físicas há analgésicos incríveis. Para a dor de um arrependimento há o pesar diante de Deus. Mas para a dor de uma saudade não há remédio, ou ela fica quieta latente, ou doendo sem parar para sempre.

by Didileite
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PENSAMENTO ALHEIO - De Amar - Fernando Pessoa



Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa


Fonte: GoogleIlustração Imagem Google

CONTOS QUE TE CONTO - A CARTA - 7a. Parte



Conto
                                           A CARTA

                                                       7a.Parte

                                                                                  .... continuação


- Que maluquice é esta de vir aqui em casa? Já não chega a confusão que estamos metidos? Querem arrumar mais rolo?  Querem que a Gislene desconfie de alguma coisa?
- Deixe de ser bocó, Renato! Amanhã a gente se fala.
As duas saíram sem obter qualquer pista. Regina se mordendo de ciúmes ou inveja de Gislene, porque eles iam  jantar  fora àquele noite.  Sonia achava tudo aquilo um tremendo absurdo, e já começava a dar mostra que já estava se cansando desta história de cartas anônimas.

Nas semanas que se seguiram, Regina tentou encontra-se com Renato, mas este sempre dava uma desculpa para escapar dos encontros.  Sonia estava mais quieta em casa, estava pensando em passar uns dias na sua casa de Maricá. Foi então, que Regina teve a ideia de aparecer na casa de Sonia para conversarem sobre a situação deles três. Sonia não deu mostras de se alegrar com a visita de Regina.
- Sonia, acho que estas cartas são só para nos assustar. A melhor coisa a fazer é não ligarmos.  Só o Renato é que parece que está se aproveitando da situação para encerrar o nosso caso.
- Regina, eu não sei o que dizer.  Hoje recebi uma mensagem no meu celular.  Alguém me chamando de falsa. Quer saber?  Já estou ficando saturada disto tudo. Semana que vem vou passar uns dias fora.  Vou descansar minha mente.
Nesse meio tempo, o celular de Regina tocou, a moça atendeu e era Renato, o homem estava espumando de raiva:
- Regina, assim não dá! Hoje recebi uma mensagem pelo celular com ofensas baixas.  Vou fazer um BO, vou à polícia!  Isto tem que parar.  A coisa já está chegando no meu trabalho.  Imagine que  está  mensagem  me  chegou   quando  eu  estava  em    plena reunião com os gerentes de vendas!
Dito isto, Renato desligou o telefone.  Regina teve uma crise de choro.  Era um choro nervoso. Sonia, prontamente, ajudou a amiga a se recompor oferecendo-lhe um copo com água.
- Sonia, já são 15 cartas!  E agora, mensagem por celular! O que essa pessoa, ou pessoas querem?  Isso abalou meu caso com o Renato, sinto que não há mais caminho para a gente manter o nosso romance. Tenho um profundo arrependimento daquela carta anônima que inventei para apressar o término do casamento do Renato com a Gislene. Mas o Renato vinha me enrolando há mais de dois anos com esta história que ia se separar da Gislene, que o casamento deles havia acabado, que ele queria construir uma vida comigo... E vai por aí afora como você sabe. Só que ele não movia uma palha para se separar da mulher, então tive essa ideia maldita... E agora está sobrando para todos nós. 
- Regina, vou passar uns tempos fora. Não tenho nada que me prenda aqui.  Ninguém tem meu endereço em Maricá.  Talvez, até venda aquela casa e compre outra em outro lugar e aí ninguém mais vai me envolver neste caso, aliás eu não tenho nada com nada. Seu caso  com Renato é coisa de vocês.

No dia seguinte, Renato marcou encontro com Regina num restaurante bem conhecido e a vista de todos.  Regina estranhou que Renato não quisesse se resguardar, mas foi ao encontro.  Avisou a amiga Sonia que iria almoçar com Renato naquele dia.

Os dois encontraram-se e Renato disse a moça:
- Regina, eu penso que é melhor darmos por encerrado nosso caso.  Para mim não dá mais para continuarmos. Minha mulher, a Gislene, não merece passar por todo esse vexame.  Vou mostrar todas estas cartas para ela e dizer que não houve nem há nada entre nós dois.  Se houver mais cartas, eu nego até morrer, e é claro que a minha mulher vai acreditar em mim.   Nego,  nego  até morrer.    Gosto da Gislene.   Penso  que  nós  dois nos  deixamos levar por um entusiasmo de momento.  Eu não quero destruir minha família.  Tem meu filho que já está ficando um adolescente e não quero complicar a cabeça do garoto.  Nós três éramos felizes e eu quero continuar com a minha família.  Isso tudo foi bom para eu aprender que um casamento não se desfaz assim de repente. Você é nova, é bonita e deve seguir sua vida.  Foi tudo uma grande ilusão que entramos sem medir as conseqüências.  Você me desculpe toda a minha franqueza, mas não há mais clima, vontade e sentimento que nos unam.
Regina ficou engasgada e magoada com a rapidez com que Renato acabou o caso deles.  Mas ela não ofereceu resistência.  Concordou com Renato dizendo:
- Eu o compreendo!  Eu estou tão cansada desta história toda! Penso que se houve amor entre a gente, ele era pequeno e se foi neste primeiro obstáculo. Também quero ficar sozinha, sem falsas promessas, sem medos, com liberdade para ir e vir com quem eu quiser, sem ter que me esconder, viver um amor de verdade. Vou tirar umas férias do trabalho e dar uma arejada na cabeça.

- Regina, seja quem for que fez este jogo sujo com nós três, agora não vai mais encontrar espaço para continuar.  Espero que você seja feliz!

                                                          continua.....
by Didileite
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POESIA - De Barquinho deslizante



DE  BARQUINHO DESLIZANTE

Um barquinho desliza no mar,
sereno assim como meu pensamento
em quem está longe,
num lugar de mansidão.

É pra lá que flutua meu coração.

by Didileite
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ESPAÇO MPB - O QUE É QUE A BAIANA TEM - Clara Nunes

               



                    

Música de Dorival Caymmi
Gravação: Clara Nunes
Fonte: YOUTUBE
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sábado, 27 de setembro de 2014

POESIA ALHEIA - De Mário Quintana




Das utopias


Se as coisas são inatingíveis... ora! 

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos se não fôra 

A mágica presença das estrelas!

Mário Quintana



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PENSAMENTO - De Folhear Páginas da Vida


Faz bem de quando em vez folhear as páginas do livro da nossa vida. É aí que vemos o quanto crescemos com os erros e os sofrimentos, mas também com os acertos e as alegrias.

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POESIA - De Guardados e Perdidos




De Guardados e Perdidos

Se me lembro bem,
guardei as nossas lembranças
tão bem guardadas

que as perdi de vez!

by Didileite
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CONTOS QUE TE CONTO - A CARTA - 6a. Parte



Conto
                                       A CARTA

                                                  6a.Parte

                                                                                            .... continuação

Estavam nesta discussão quando alguém tocou a campainha. Regina foi ver a porta e era Renato. 
- Regina, olhe isto.Veja o que recebi agora. Oi! Sonia, Tudo bem?
- Mas o que é isto?  Não acredito!  Sonia! Olhe esta carta!
- Isso é uma carta feita de colagens de letras e palavras!  Disse Sonia admirada.  Renato estava louco, pois constatava que a carta que recebera não era endereçada para ele, no conteúdo.  Furioso disse à amante:
- Regina, esta carta veio para mim, mas  pelo assunto não era para mim e sim para a Gislene.  Leia essa canalhice. Isso é cópia xerox, a original por onde andará?
Sonia e Regina se olharam e ficaram caladas. As duas reconheceram aquela carta, era uma cópia, mas elas lembravam da carta original. Renato desabafou:
- Deus me livre se a Gislene recebe isto! Ela não merece, o que estão fazendo é pura canalhice. Isso tem que parar. Regina, quem você acha que teria a paciência sórdida de colar palavras para formar uma carta e enviar para a Gislene?
- Eu não sei Renato.  Não faço a mínima ideia.  Eu sou totalmente
contra este tipo de coisa, carta anônima é baixeza. Não é, Sonia?
- Eu sou contra qualquer coisa deste tipo. O que ganha um ou uma miserável que manda uma carta destas?  Eu acho que vocês deixaram muito exposto  caso de vocês. Tenho pena da Gislene, ela é uma pessoa tão doce. Quando outro dia fomos visitá-la, ela nos recebeu super bem!
- Ah! É verdade! Soube que vocês estiveram lá em casa. Regina, você nem me disse nada sobre esta visita.
- Renato, com esta história de cartas anônimas, não me lembro de mais nada.
Agora, se eu boto as mãos em quem está fazendo isso, sou capaz de fazer esta pessoa engolir estas cartas, pedacinho a pedacinho. Encho a cara de tapas...  Disse Renato.
- Querem saber? Acho que vou passar umas semanas em Maricá. Quero sair fora deste assunto.
Ainda ficaram discutindo por um longo tempo, sem chegarem a nenhuma conclusão.  No dia seguinte, Regina e Sonia receberam cartas com a cópia daquela carta de colagens que Regina fizera e mandara para Gislene.  Regina foi à casa de Sonia.
- Sonia, que coisa mais terrível! Recebi cópia da minha carta!
- Regina, veja eu também recebi isto!
Agora, Renato, Regina e Sonia estavam com a mesma cópia da carta original de Regina.  Sonia indignada falou:
- Isto tem que parar! É uma brincadeira de muito mau gosto.
- Já estou arrependida de ter começado esta história! Sabe que o Renato não quer ir lá em casa. Agora, está evitando atender meus telefonemas. Acho, até, que ele está querendo acabar nosso caso.  Mas não vai me dar um chute assim, não!
- Regina, vamos até a casa da Gislene?
- Para que?  Fazer lá o quê?  Botar a cabeça na boca do leão, como disse você?  E se estas cartas todas são dela?
- Vamos sentir, sentir o clima e sondar o humor, o ânimo dela.  Se for ela que esteja fazendo isto, em algum momento vai se trair e a gente ficara sabendo logo.
- Que horas são? Perguntou Regina
- São quinze para às três.  Quer ir hoje, agora?  Espantou-se Sonia.
- Isso mesmo, Sonia, vamos lá agorinha. Só precisamos de um motivo para chegar lá assim...  Pense em alguma coisa.
- Vou trocar de roupa rapidinho. Disse Sonia.
E lá foram as duas para a casa de Gislene com a desculpa de ver algum artesanato para darem de presente a uma amiga que ia fazer aniversário. Chegaram à casa de Gislene e foram muito bem recebidas:
- Que surpresa! Vocês duas sempre juntas, parecem irmãs.
- Gislene, você poderia nos mostrar algum artesanato para darmos
de presente a uma  amiga que vai fazer aniversário?
- Claro! Há tanta coisa bonita!  Mas vocês podem esperar uns minutinhos eu acabar de pintar estas flores aqui? Sabe o que é, se secar e eu voltar a pintar depois, a cor não fica igual, sempre há uma mudança no tom da cor.
- Gislene, fique à vontade.  Nós podemos esperar, não é Sonia?
- Claro, claro! Aliás, estas flores estão ficando lindas! Você tem mãos de fada!  Disse Sonia, olhando para Regina.
Estavam as três sentadas conversando, quando Renato chega em casa e depara com as duas amigas:
- Ué! Vocês aqui? Que bicho mordeu as duas para aparecerem aqui, assim de repente, sem avisar?
- Nossa Renato, até parece que você não gostou da nossa visita.  Disse Regina. Gislene interferiu dizendo:
-  Não liguem para o Renato, ele anda meio nervoso, é por causa de uns gringos que vieram aqui ao Brasil. Por sinal, é hoje o jantar, não é ,querido?
- É hoje.  Mas só  às nove horas da noite. Por isso cheguei mais cedo.
- Bem, se é assim, é melhor deixar para outro dia a escolha do artesanato.  O aniversário é só semana que vem. Vocês vão sair, hoje à noite, não é?  pergunto Regina olhando para Renato, que estava de cara feia.
- É isso mesmo.  Vamos a este jantar, só casais, sabe como é esses jantares de negócio. Se vocês não se importam amanhã estou livre
e posso mostrar tudo direitinho. Tenho mesmo que parar aqui.  Tenho que fazer uma escova nos cabelos, me aprontar, atender o Renato... 
As duas amigas foram se despedindo e Renato levou-as até a porta. Cochichou para as duas:

- Que maluquice é esta de vir aqui em casa? Já não chega a confusão que estamos metidos? Querem arrumar mais rolo?  Querem que a Gislene desconfie de alguma coisa?
                                                         continua.....

by Didileite
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

ESPAÇO MPB - Agonia - Osvaldo Montenegro



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PENSAMENTO - De Amor e Amar



Não se ama uma única vez na vida. Nem o primeiro amor é o mais importante. O coração é ávido e renovador, ama-se quantas vezes as oportunidades surgem.


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POESIA - De Lembranças


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POESIA - De Céu de Andorinhas



De Céu de Andorinhas

Uma andorinha chega,
depois mais uma,
e outras mais.
E o céu é só delas.
Venham!
 O verão também já está voando

pra cá!

by Didileite
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ESPAÇO MPB - Aventura - Eduardo Dusek

                   




                    


                                                                        Autores: Eduardo Dusek e Luiz Carlos Góes
                                                                        Gravação: Eduardo Dusek
                                                                         Fonte: Youtube

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

POESIA - Vida que te Quero Vivida



VIDA QUE TE QUERO VIVIDA

Quando quis,
eu fui.
Quando tive,
desfrutei.
Quando amei,
me entreguei.
Quando fiquei alegre,
cantei, ri e dancei.
Quando bebi,
me inebriei.
Quando choveu,
me molhei.
Quando fez sol,
me queimei.
Quando foi pra enfrentar,
desafiei.
Quando me criticaram,
continuei.
Quando fui traída,
traí.
Quando fui magoada,
chorei.
Quando perdi,
 calei.
Quando tudo deu em nada,
aprendi.
Quando cansei,
parei.

 Por isso digo:
- desta vida não levarei saudades.
Porque, senhores,
eu vivi!

by Didileite
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POESIA NA MPB - Samurai - Djavan



Música SAMURAI

Autoria e Gravação : DJAVAN 


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POESIA - De Rio e Mar



DE RIO E MAR

No curso do rio desciam velozes
folhas e gravetos.
Onde iam aquelas águas com tanta pressa?
Cristalinas deixavam ver
peixes e pedras no seu fundo.
E lá ia o rio correnteza abaixo,
encrespando nas corredeiras,
se precipitando em bela cachoeira.
Da queda se tornava manso e sereno
rumando a um delta ou uma foz.
Enfim alcançava o mar
agora numa mistura veloz,

ali seu destino final.

by Didileite
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PENSAMENTO - Lágrimas e Sorrisos




Às vezes me pego perguntando por onde andará "fulano", que
já foi o dono do sabor de sal das lágrimas que me saltaram dos olhos, molharam meus lábios e secaram no meu coração.
Aí, sinto vontade de rir.

by Didileite
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CONTOS QUE TE CONTO - A CARTA - 5a.Parte



CONTO
                                          A  CARTA

                                                    5a.Parte

                                                                                              ... continuação

Regina recebeu mais uma, Renato outra e Sonia também recebeu a sua. Sonia foi à casa de Regina e desabafou:
- Viu o que você arrumou com aquela sua maravilhosa ideia de mandar aquela carta anônima? Recebi mais uma e desta vez com um monte de desaforos.
- Ah! Sonia, estas cartas que estamos recebendo não têm nada a ver com aquela que mandei. A minha não chegou ao destinatário.  Agora, você me responsabilizar por estarmos recebendo cartas anônimas, isso eu não aceito. Sei lá de quem e por que estamos recebendo isto?  O Renato também recebeu mais uma. A dele tinha ameaça de escândalo com o nosso caso. 
- Regina, você não pode garantir que a Gislene não recebeu a sua carta. Aquela besteira de carta com colagens de letras e palavras tiradas de jornais e revistas. Ideia mais idiota! Agora, a gente vai ficar nesta pendenga sem saber o que fazer.  Eu não tenho nada com o caso seu e do Renato. Eu apenas sabia, mas nunca dei força ou me meti no assunto.  Vou sair desse assunto e é já. Não estou aqui para ser chamada de ¨cínica¨, ¨conivente com pouca vergonha¨... eu não estou afim de ficar sendo chamada disto. Se me  encher  muito  a  paciência,   eu  abro  esse assunto  com  todo mundo e limpo minha barra.
- Bela amiga é você, Sonia!  Na primeira dificuldade você larga o barco à deriva.  Você vai me entregar às feras?  Nunca pensei que você fosse tão pouca amiga.  Você é uma amiga só de fachada. Muito obrigada, depois de tudo que fiz por você, quando o Paulo pulou fora do casamento da vocês.
- Regina, não é nada disso. Ponha-se no meu lugar.  E quando eu me separei do Paulo, eu não dei trabalho a ninguém!  Nossa separação foi super amigável. O Paulo fez o que o Renato não tem coragem de fazer: chegou perto de mim e disse que nosso casamento não dava mais para ele. Ele estava gostando de outra mulher e me pediu a separação.  Eu levei um tranco, mas entendi e aceitei a separação. Não quis pensão, não quis nada. Meu salário dava para eu sustentar minha casa e ao meu filho. Mas o Paulo fez questão de dar a pensão do menino, então mandei que ele depositasse o dinheiro numa poupança para os estudos futuros do menino. Ele deixou o apartamento para mim espontaneamente. A guarda do Andrezinho ficou compartilhada, eu mesma propus isso. A minha casa de Maricá, eu a comprei, na planta, com o meu dinheiro. Financiada, mas paguei toda com meu salário. Botei a casa no nome do Andrezinho, porque achei melhor assim. Nós nos damos muito bem. A esposa dele fala comigo numa boa, já foi lá na minha  casa.  No aniversário dela, eu dei um presente à ela. Eles viajaram para Orlando e me trouxeram um presente. Eles têm uma filhinha e vivem muito bem. Já tem sete anos que nos divorciamos, não há problema algum entre nós. Tudo na paz!  Então, como você pode ver minha separação não criou problema para ninguém.
 - Está bem, Sonia. Se você acha que eu sou a culpada disto tudo...
- Eu não entendo porque estão me enfiando nesta história! Eu não tenho culpa do caso de vocês, nem daquela sua carta. Eu até relutei em aceitar que você fizesse carta anônima, lembra?

Estavam nesta discussão quando alguém tocou a campainha. Regina foi ver a porta e era Renato. 

                                                 continua....

by Didileite
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PENSAMENTO ALHEIO - MARTHA MEDEIROS






Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.” 

Martha Medeiros


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POESIA - De Beleza e Mão de Deus


De Beleza e Mão de Deus
Duas irmãs,  rostos diferentes.
Eram como faces de uma só moeda.
Uma linda, rosto de camafeu
Outra feia, rosto sem expressão.
Deus esqueceu a mão no camafeu.
Na feia passou a mão de raspão.
E a gente se pergunta o que faz a diferença
entre um rosto  belo e um  feio,
se os dois têm a mesma composição?
É a harmonia de traços.
Há um quê, um arranjo
de olhos, nariz e boca
que faz a beleza resplandecer
ou a feiura se estabelecer.
Vai isso se entender! 

by Didileite
Ilustração Imagem Google