ARTE DAS LETRAS

domingo, 31 de agosto de 2014

PÁGINA SOLTA - MPB - DISRITIMIA - MARTINHO DA VILA



Fonte e Imagem Google

POESIA - De Despedidas e Partidas




DE DESPEDIDAS E PARTIDAS
O trem na gare já vai partir.
Gente chegando,
mala na mão.
Uns se apressam:
- Olhe o trem na estação!
Outros se detêm nas despedidas,
abraços, beijos, adeus...
Saudações lacrimosas.
O trem apita, último aviso.
Uma flor troca de mãos,
como a dizer:
- Não se vá! Fique!
Então, me leva contigo!
Devagar o trem se mexe,
vai se indo...
Lentas, as rodas uma após outra,
nas engrenagens vão se movendo
compassadas, engolindo trilhos,
girando, avançando, se indo.
Olhe o trem!
Ganhando força,
pegando ritmo,
deslizando, acelerando, correndo,
cortando trilhos...
Olhe o trem!
Lá na última curva
foi ficando pequeno,
correndo, apitando, partindo.
Olhe o trem!
Já se foi.
Sumiu!


by Didileite
Ilustração Imagem Google

sábado, 30 de agosto de 2014

MÚSICA SEM FRONTEIRA - WHAT A WONDERFUL WORLD (Louis Armstrong) -

               



I see trees of green, red roses too.
I see them bloom for me and you.
And I think to myself,
What a wonderful world.

I see skies of blue and clouds of white,
The bright blessed day, The dark sacred night.
And I think to myself,
What a wonderful world.

The colours of the rainbow so pretty in the sky.
Are also on the faces of people going by.
I see friends shaking hands, saying: "How do you do?"
They're really saying:"I love you".

I hear babies cry, I watch them grow,
They'll learn much more, than I'll never know.
And I think to myself,
What a wonderful world.

Yes, I think to myself,
What a wonderful world


Fonte: Youtube

CRÔNICA - PÉ NO HOJE E PENSAMENTO NO ONTEM




Pelo meu hábito de escrever sou levada a prestar muita atenção às pessoas e a tudo que se passa ao meu redor.  Assim, noto que todas as pessoas, inclusive os jovens adultos, vivem com os pés no hoje e volta e meia com os pensamentos no passado.

Não raro ouço aquele célebre início de conversa: Ah, antigamente... Ah, no meu tempo... Ah, quando eu era criança... Ah, no meu tempo de escola... Ah, nas festas que eu frequentava na juventude.... E vai por aí afora, ou por aí ao passado.

Todo mundo tem um tempo lá na memória que remonta ao passado, dias vividos e que de certa forma deixaram saudades. Nem tudo ou quase nada do que  se viveu ou fez em anos anteriores pode ser repetido.

Se pudéssemos reconstruir o passado para revivê-lo hoje, agora já não teria a menor graça. O contexto nunca seria igual. Quer coisa mais nostálgica do que encontro dos formandos de qualquer turma de faculdade de uns vinte anos atrás? É um encontro onde todos mudaram, casaram, são pais, mães, e, até avós. Conversam riem, mas fica sempre aquele gosto insosso de ontem que não é mais hoje.

E por que estou falando disso agora? Porque na rede social do FB vejo que as pessoas gostam de recordar, de postar um pedaço de um tempo que se foi. É através de uma música, de um filme, de um artista, de um ídolo atleta, de um lugar, de uma casa, de um doce, de roupas, sapatos que foram moda, de maquiagem, de brincadeiras de infância, de super-heróis em quadrinhos, de artes e artimanhas infantis, de férias escolares, da própria escola e até dos  pais e mães que se foram desta vida.

Mas isso é muito saudável e nos faz  entender o presente. Foi lá naquele passado, não tão distante porque a vida não é tão longa assim, que aprendemos a ser o que somos hoje. Lá começamos a construir os alicerces do nosso caráter, da nossa sensibilidade, da nossa cultura e da nossa idade adulta.

Já dizia a poeta popular: "recordar é viver, eu ontem sonhei com você".

Então vamos fazer de quando em vez um "revival".  Como dizia o outro lá: "isso faz parte".


by Didileite
Ilustração Imagem Google

PENSAMENTO - De Saudade




   A saudade nem o vento nem o tempo levam.

    by Didileite
    Ilustração Imagem Google

PAGINAS SOLTAS - QUADRINHOS ENGRAÇADOS - Atestado


Há traição que não dá como negar....



Fonte: Google
  

POESIA - DE REZAS E COCHICHOS



DE REZAS E COCHICHOS
A igreja é lugar de rezas
e também de conversinhas.
Enquanto uns rezam em silêncio,
outros se perdem em conversas a meia voz.
O padre reza a toda voz,
como a impor silêncio e recolhimento.
As bocas se fecham.
Mas ficam os olhos a passear e reparar
buscando assunto para os próximos cochichos.
Enquanto os dedos correm as contas do rosário,
os olhos correm nas vestes, sapatos, bolsas,
penteados e posturas dos outros.
Como rezam essas piedosas senhoras!

by Didileite
Ilustração Imagem Google


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PÁGINAS SOLTAS - Poesia - Chico Buarque



Seleção by Didilleite
Fonte: Google

PENSAMENTO ALHEIO - Machado de Assis





Não é a ocasião que faz o ladrão, o provérbio está errado. A forma exata deve ser esta: 'A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito."

Machado de Assis


Fonte: O Pensador -  Google



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

CONTO INFANTIL - A MENINA QUE INVENTAVA HISTÓRIAS - Parte Final


Conto Infantil A Menina que Inventava Histórias

Parte Final

.... continuação




Aí vovó disse que estava muito triste, porque entre eles havia um mentiroso.  Ela ia para dentro de casa esperar que o culpado se apresentasse. Antes, pegou a forma com a torta, que não havia se estragado e quando ia sair, alguém chamou por ela:

- Vovó Rosinha!

- Sim! Quem me chamou?

- Fui eu, o Salsicha.

- O que você quer, gatinho?

- Vó, desculpa! Mas a ideia de pegar um pedacinho de torta foi minha.
- E eu também sou culpada. Falou a cabra Lindinha de cabeça baixa. Desculpa, vó!
- Eu tive a ideia e convidei a cabra Lindinha para fazer isso. Disse o gato Salsicha.

Vó Rosinha ficou aliviada com a verdade que eles dois contaram. Ela ainda ralhou com Salsicha que até jurou que não havia feito nada. Aí, Vovó aproveitou e ensinou a  todos que mesmo que tenham feito uma coisa errada, devem falar sempre a verdade. Quem é culpado tem que contar na hora o que fez. E quanto a jurar, nunca se deve jurar por nada, Porque até há um ditado que diz: "quem jura mais mente". E outro ditado que diz: "quem fala a verdade não merece castigo".


- Agora, todos vocês vão varrer essa terra, arrumar os vasos das plantinhas. E para mostrar que não estou zangada vou dar uma bela fatia de torta para cada um.

E todos se puseram a limpar e replantar as plantinhas.

Daí a pouco lá veio a vovó Rosinha com torta para todos.

    
 Pronto! E assim acaba a história, tia Marga. Disse Heleninha.

Mas tia Marga acabou cochilando quase no final.  Aí, a menina chamou a tia:

- Tia, tia, a senhora dormiu? Então minha historinha foi boa, era uma história para fazer a senhora dormir.

- Heleninha, foi você que inventou esta história? Meus parabéns!  Você está com os olhinhos de sono. Vamos todos dormir?
E Heleninha já estava começando a dormir:

- Sua bênção, tia!  Boa noite!

- Deus te abençoe! Boa noite, minha menina que inventa histórias! Tenha bons sonhos com os anjinhos!

                   

                                                            FIM 


by Didileite
Direitos Autorais Registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de                                      Janeiro
Ilustração Imagens Google 


     


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

POESIA - LUA e LUAS

PENSAMENTO - CHARLES CHAPLIN






"Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do teu presente e os amigos ainda se contam nos dedos"

Charles Chaplin


Ilustração Imagem Google

terça-feira, 26 de agosto de 2014

POESIA - DE ESPERA EM VÃO



DE ESPERA EM VÃO
Esperou por ela
só pra falar do seu amor.
Ela passou e fingiu não o ver.
Ele não podendo falar
jogou-lhe uma flor no caminho.
Ela magoou-lhe o coração:
Ignorando,  pisou a flor
desabrochando no chão.

by Didileite
Ilustração Imagem Google

CONTO INFANTIL - A MENINA QUE INVENTAVA HISTÓRIAS-3a.Parte





CONTO INFANTIL

A MENINA QUE INVENTAVA HISTÓRIAS

3a.Parte

......   continuação


Os netinhos da Vovó, Gracinha e Paulinho corriam pelo quintal e nem deram atenção à torta da vovó esfriando na janela. Começaram a brincar.

Numa hora, o gatinho Salsicha, com uma baita fome, teve a ideia de avançar na torta da janela. Pensou Salsicha:

- Mas como pular até lá se a vovó está sentada bem aqui perto. Se ela me pega, estou frito. Se arranjasse alguém para tirar aquelas plantinhas dela. Alguém que pulasse até o parapeito da janela....





Aí, Salsicha lembrou da cabra Lindinha. Ele foi conversar com ela.
- Lindinha, você está com fome? A cabra respondeu:
- Não. Já pastei meu capim, não estou com fome, não. Por que, Salsicha?
- É que tem uma torta linda e cheirosa na janela da cozinha, eu quero comer só um pedacinho dela. Estou com fome e muita vontade, tenho medo de pisar e estragar as plantinhas que estão debaixo da janela.

E a cabra lindinha, que adorava uma aventura, foi logo dizendo:
- Isso é fácil. Sou alta. Vamos fazer uma coisa você sobe no meu pescoço, se estica e pega a torta na janela. Mas tem uma coisa: vamos dividir entre nós dois.

- Está bem, Lindinha.

E os dois foram pé ante pé, chegaram bem pertinho da janela, Salsicha subiu no pescoço da cabra, se esticou, pegou a forma da torta, e, de repente, a cabra espirrou, se mexeu, o gatinho de desequilibrou e "bumba"! Caiu justamente em cima das plantinhas da vovó com torta e tudo na mão. Foi um barulhão.

A vovó acordou,  ouviu aquele barulho e foi ver o que era. E viu sua torta no chão, e, o pior, os vasos virados e as  plantinhas pisadas.  Ela não viu ninguém ali por perto. Mandou chamar todos os bichos e seus dois netos. Vovó queria saber quem fizera aquilo.


Todos ficaram em fila e Vó Rosinha foi perguntando quem fez aquela travessura.  Ninguém falava nada. Aí, a avózinha foi chamando um a um para perguntar:

- Gracinha, minha neta, foi você quem fez isso?
- Eu não, Vó! Estava brincando com minhas bonecas e nem passei aqui perto da janela da cozinha.

- Paulinho, meu neto, foi você? Fale a verdade.
- Eu não, vó! Estava brincando com minha pipa lá do outro lado e não vim aqui perto da janela.

- Cabra Lindinha, foi você?
- Não. Não! Eu estava comendo meu capim quietinha.

- Gatinho Salsicha, foi.....
- Nunca, vó! Eu nunca ia mexer na torta, estragar suas plantinhas. Juro por tudo neste mundo que não fui eu!

  
- Bem, só resta você, Loreco. Foi você quem fez esse estrago na torta e nas plantas?



Aí, Loreco falou sério:

Vó Rosinha, eu não mexi na sua torta, nem virei os vasos com a suas plantinhas. Eu não estou mentindo, não gosto de mentir porque é feio. Sei quem fez isso, porque vi. Mas  não vou denunciar ninguém. Não vou dizer o nome de quem fez, porque apontar o culpado é ser "dedo duro". Isso é muito feio também. Quem fez isso sabe que fez e está mentindo. Que o culpado ou os culpados que se acusem desse erro.

Aí vovó disse ....

                                              continua... 


By Didileite
Ilustração Imagens Google

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

PÁGINAS SOLTAS - Quadrinhos Engraçados

E para distrair....




Fonte Google 




CONTO INFANTIL - A MENINA QUE INVENTAVA HISTÓRIAS





A MENINA QUE INVENTAVA HISTÓRIAS

2a. Parte

.... continuação




Esses três bichinhos viviam no sítio das Goiabas, que era de uma família muito boa. Na casa da família morava a vovó Rosinha.  Ela era uma senhora muito trabalhadeira, cozinhava umas comidinhas muito cheirosas  e sabia fazer bolos e doces como ninguém. 

  
Vovó Rosinha tinha dois netinhos, uma menina chamada Gracinha  e um menino chamado Paulinho. Eles eram muito obedientes, mas gostavam de aprontar muitas artes pelo sítio. 




E eles sempre saboreavam os bolos feitos pela avozinha.  Quando ela tirava o bolo do forno,  ela o colocava na janela para esfriar. Vovó Rosinha  recomendava a todos que não mexessem no bolo. Depois ela serviria uma fatia para cada um.

Um dia, a vovó fez uma linda torta de frutas, tirou do forno e colocou na janela para esfriar.



Ela, então, foi sentar-se na cadeira de balanço da varanda para descansar e acabou dormindo.

Vovó Rosinha gostava de cuidar de suas plantinhas e suas flores.
 Debaixo da janela da cozinha, no quintal, havia vasos de plantinhas e  flores, que eram  as prediletas da avozinha. Estavam lindas e verdinhas, bem fresquinhas.



Do galho de uma árvore, o papagaio, Loreco olhava tudo enquanto comia suas sementes de girassol, que a vovó Rosinha botava para ele numa latinha. Era a sua comidinha.

A cabra Lindinha pastava calmamente a relva, um capim bem gostoso. De cabeça baixa, ela comia em silêncio e mastigava devagar.

Rondando, sem ter o que fazer, estava o gatinho Salsicha.  Ele estava começando a ficar com fome. Salsicha avistou na janela a linda torta no parapeito da janela. Seus olhos cresceram e a fome também.

                          continua...


By Didileite
Ilustração imagens Google
   





domingo, 24 de agosto de 2014

ESPAÇO MPB - Sol de Primavera - Beto Guedes

                         





Fonte: YOUTUBE
Ilustração Imagem Google
seleção by Didileite

POESIA - FÔRMAS E FORMAS


Não Sou de Fôrmas e Formas

Não escrevo poesia presa na
fôrma da rima e da métrica.
Não sou parnasiana,
passei desse tempo.
Talvez nem moderna.

Sou de hoje, de agora.
Escrevo livre de formas e formatos.
Sou cativa das palavras,
estas, sim, me prendem
e me carregam no embalo
da semântica e da sonoridade.
Há palavras celestiais,
outras, metálicas, que arranham
os tímpanos e a alma.
Algumas são frias,
outras, atritos de vidros
que tilintam como cristais.
Há as aveludadas, macias e generosas.
Todas utilizo quando me liberto
nos versos das poesias.  

By Didileite
Ilustração Imagem Google

sábado, 23 de agosto de 2014

CONTO INFANTIL - A MENINA QUE INVENTAVA HISTÓRIAS

MENINA QUE INVENTAVA HISTÓRIAS
CONTO INFANTIL

Mais um dia amanhecia, sol reinando, quintal cheio de convites para brincadeiras.

       

Heleninha já pulava da cama com ideia de brincar com suas bonequinhas. A menina tinha adoração de ficar conversando com suas "filhinhas", era como ela chamava cada uma das suas bonecas.
        
 Brincava de trocar suas roupinhas, de dar-lhes sopinha, de ninar,  e de contar histórias para elas.

      

 Tudo imitado da sua bondosa tia  Margarida, que todas as noites sentava na caminha de Heleninha e ficava a contar-lhe histórias sem fim, até que a menina pegasse no sono.  Ela só dormia com uma história contada pela tia Marga, era como a sobrinha a chamava: tia Marga.

Certa noite, ao deitar-se Heleninha disse:

- Tia Marga, hoje eu vou contar uma história para a senhora.
- Você vai me contar uma história, Heleninha?
- Vou sim, tia.  A minha história a senhora não conhece. É uma história muito bonita.
- Ah é?! E como você sabe essa história? Quem  lhe contou?
- Ah, depois eu digo. Disse a menina
- Como é o nome da sua história?
- O nome dela é:  "A história dos bichinhos mentirosos".
- Então vou ficar quietinha e você pode começar, Heleninha.
Tia Marga cruzou as pernas, e ficou olhando para a sobrinha.
A menina sentou na cama, recostou-se nos travesseiros, bocejou um pouquinho. e começou a falar:


- Era uma vez uma cabrinha muito branquinha chamada Lindinha,     


um gato muito peralta  chamado Salsicha,

                           

e um papagaio muito falante chamado Loreco





                                      continua....

By Didileite
ilustração Imagens Google