ARTE DAS LETRAS

quinta-feira, 31 de julho de 2014

PÁGINAS SOLTAS - Quadrinhos Engraçados

Relaxando  para o fim de semana...




Fonte: Goole 

POESIA - NÃO FAÇA POESIA -


NÃO FAÇA POESIA

Abra todas as janelas da alma.
Deixe que a poesia venha te pegar,
Não tente inventar,
não escreva o que deveras não sentes,
não faça dela arma de protesto.

Não brigue com as palavras.
Não faça poesia dura,
deixe o sentimento fluir.
Não tenha vergonha por se expor aqui.

Escreva uma, duas, três vezes.
Guarde.  Aguarde.
Leia.   Releia.
Tente outra vez  e até dez,
deixe germinar.

Escreva  do  seu jeito,
com sua face, com seu suor.
De mão direita ou esquerda,
talvez até só uma linha,
ou só uma frase.
Escreva.
Vá no ritmo que lhe caia bem.

Mas nunca esqueça o lirismo.
Poesia aveludada, sem arestas,
nem farpas ou espigão,
de preferência delicada.
Percorra todas as vertentes.
Mesmo que fale de uma realidade cruel,
deixe pingar umas gotinhas de mel.

Às vezes  as palavras se ocultam,
brincam de esconde-esconde,
para logo saltar à sua frente.
Cada uma mais linda que a outra,
mais majestosa e até sestrosas.

Elas escorregam e tentas uma
agarrar, justo a que pretendes, precisas.
É essa?
É aquela ali?  Acolá?
São todas que exprimem
o que de verdade sentes
ou o que quiseras sentir?

Poesia...  ainda me  deixas maluco!  

by Didileite
Direitos Autorais /Registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Ilustração Imagem Google


CONTOS QUE TE CONTO - O Vestido - 2a.Parte


CONTO
                                O VESTIDO
                   
                                                                       2a. Parte

                                                                       ... continuação
..... quando Carmem do pé da escada perguntou:
- O que você vai fazer aí em cima, Teresinha?
A moça se assustou, mas não se deu por achada:
- Vou ver o frigobar dos quartos. Vou ver se tem alguma coisa para jogar fora, algum  resto de refrigerante ou iogurte mexido, às vezes eles deixam coisas assim na geladeirinha, tem que limpar.
- Ah! Está certo! E o jantar ?
- Está tudo pronto.
Dito isto, subiu vagarosamente as escadas, controlando sua ansiedade. Disfarçou, entrou no quarto de Paulo Cesar, deu uma olhada no frigobar, saiu e foi direto para o quarto de Rosita. Abriu
o armário do Closet e ficou deslumbrada com a fila de roupas penduradas, cada vestido, cada cor mais linda que a outra. Teresinha cresceu os olhos num vestido cor de uva, nem roxo nem lilás, todo brilhoso, um espetáculo! A empregada pensou: - É este, é com este que eu vou! Agora,  preciso dar um jeito e descer com este vestido sem a ¨escudeira¨ ver. Já sei, vou dobrá-lo bem apertadinho e pôr sob o uniforme. Pensou isso e fez. Desceu as escadas com o vestido por baixo da roupa e a bandeja na frente do corpo. Disfarçou bem, mas nem viu a ¨escudeira¨ pelo caminho. Pronto, já tinha o vestido para o baile!

      No domingo pela manhã, lá foi Teresinha de folga do serviço para casa. Chegou em casa, estendeu o vestido sobre a cama e foi cuidar dos cabelos e das unhas. Sapato ela possuía, um branco alto que Rosita, cansada de usá-lo,  havia-lhe dado. A amiga, Inês, chegou à sua casa e viu o vestido e deu um assobio de admiração:

- Caramba! Teresinha onde você comprou este vestido lindão? Que coisa mais bacana! Ah! Com este vestido não tem para ninguém.  A Maria de Fátima não comprou nada tão lindo e chique assim.
- Pois é, eu dei uma volta para conseguir isto. Peguei emprestado da filha da minha patroa.  Ela nem vai notar! Segunda-feira ponho no lugar.  Eles estão viajando e só voltam na segunda à tarde.
- Teresinha, você é doida! E se ela descobre?
- Descobre nada! Eu sei fazer tudo direitinho.

       À noite, Teresinha estava toda chiquetosa no vestido da patroa, tomou um banho de perfume e lá foi para o baile. Pegou um ônibus e desceu na esquina da rua do clube. Estava escuro, rua deserta, a moça entrou na rua do clube e ia caminhando, se equilibrando sobre os saltos altos, quando dois caras a abordaram:
- Ei! Pode ir parando aí. Passa a bolsa e bico fechado, senão morre aqui mesmo!
Teresinha ficou em pânico. Entregou a bolsa. Os caras quiseram mais:
- Esse vestido vai ficar muito bacana na minha gata. Tira o vestido! 
Ai, Teresinha ficou paralisada. Os caras deram um safanão na moça, gritando:
- Tira o vestido logo! 
Teresinha, tremendo que nem vara verde, tirou o vestido e entregou para os bandidos. Um deles pendurou o vestido no pescoço como cachecol e deu a última ordem à moça:
- Agora, não dá um pio. Vai andando e não olha pra trás!
Teresinha foi andando aos tropeços, só de calcinha e sutiã. Os caras sumiram.  Mas a sorte estava com Teresinha, pois logo veio vindo uma patrulinha, os guardas a viram vestida daquele jeito e pararam. A moça aos prantos contou seu infortúnio. Eles lhes deram um colete para vestir, mandaram ela entrar no carro e foram dar voltas, pois acreditavam que os bandidos, a pé, não deviam estar muito longe.  Logo avistaram dois rapazes, um com algo brilhoso pendurado no pescoço. Era o vestido, eram eles. Todos foram para a delegacia.

                                                              continua....
by Didileite
Ilustração Imagem Google

PENSAMENTO - MUDAR ALGUÉM


Ninguém muda ou tem o poder de mudar o outro. Contornamos arestas, controlamos ímpetos, mas na essência todos continuamos os mesmos.

by Didileite
Ilustração Imagem Google

quarta-feira, 30 de julho de 2014

ESPAÇO MPB - FICO ASSIM SEM VOCÊ - Claudinho e Buchecha

                       

 


FICO ASSIM SEM VOCÊ
Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim, sem você
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem abraço
Sou eu assim sem você
Tô louco pra te ver chegar
Tô louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim, sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim, sem você
Você
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Autoria e gravação Claudinho e Buchecha
Fonte: Youtube
Ilustração Imagem Google

terça-feira, 29 de julho de 2014

CONTOS QUE TE CONTO - O VESTIDO - 1a.Parte


CONTO
                             O VESTIDO

                                                     1a. Parte

                  -Oba!  Oba! Desta vez não sou eu que vou para Angra!  Dona Cleide falou que quem vai é a Geralda. Graças a Deus não tenho que ir! 
Assim, entrou na cozinha Teresinha, uma das empregadas da família, falando para o motorista que tomava um café. Sempre que a família ia para Angra dos Reis ou para Friburgo, Cleide levava uma das empregadas junto.
- É, para mim não tem jeito, quem vai levar sou eu, tenho que dirigir.  Mas eu gosto, lá quase não há nada para fazer. Angra é um lugar bonito, tiro um descanso. Disse Airton, o motorista da família.
- A Geralda parece que não se importou, não. Ela gosta desses passeios.  Também, ela não tem nada que prenda ela por aqui mesmo. Ah! Eu não! Quero ir ao baile lá do clube, vai ter concurso de dança, concurso de elegância e muita animação. Não quero perder esse baile, não.
- Você gostou da dona Cleide ter me chamado, não é Teresinha?
Disse Geralda, chegando com a bandeja em que servira água à patroa.
 - Poxa! Geralda, eu já fui um montão de vezes, agora dá um tempo!  Quero aproveitar esse feriado e arrumar minha roupa para o baile lá do clube.
- Teresinha, você já fez seu vestido para esse baile? Você só fala nesse baile... Perguntou o motorista.
-  Que nada, Airton! Tenho que me virar e arranjar uma roupa bem legal, ainda mais que a bestinha da Maria de Fátima, me disseram, fez até crédito para comprar roupa. Não posso dar mole, não posso ir chinfrim!
Os três estavam nesta conversa quando a governanta entrou na cozinha e os encarou séria. Airton foi logo saindo para o jardim, Teresinha foi lavar uma pequena louça e Geralda encarou Carmem perguntando se queria alguma coisa. A  governanta disse apenas, que  queria  saber dos preparativos para o almoço.
- Carmem, está tudo em ordem. O Almoço vai ser servido na hora certa, como dona Cleide quer.  Disse Geralda.
Os criados não gostavam de Carmem, pois achavam que ela era dedo duro e vivia espionando para fazer queixas à patroa. A casa tinha cinco empregados fixos: Geralda e Teresinha eram da cozinha; Airton, o motorista; Jorge, o jardineiro e Carmem, a governanta.  Ainda havia duas faxineiras, diaristas,  que vinham apenas para limpeza e arrumação, a lavadeira e uma passadeira que passava toda a roupa da casa.

           Na quinta-feira à tarde, a família foi para Angra dos Reis. Nessa viagem foram o marido, Bartolomeu, a mãe, Cleide, as duas filhas, Rosita e Laurinha.  No carro do  filho Paulo Cesar, foram sua namorada  e os namorados das irmãs. Enfim foram.

           O serviço na casa continuou normalmente, tendo a fiel ¨escudeira¨, Carmem, a tomar conta de tudo. Teresinha estava na cozinha acabando o jantar, pouca coisa, só para os empregados, quando lhe veio à cabeça uma ideia, pensou:
 - Bem que eu podia pegar um vestido da Rosita emprestado para ir ao baile do clube. Ela nem ia saber.  O baile é domingo, eles só voltam na segunda-feira. Eu chego cedo, ponho o vestido lá no lugar e pronto. Ah! Se eu fosse com um vestido daqueles, eu ganhava o concurso de elegância, não ia ter vestido mais bonito e chique que o meu. Aí, a Maria de Fátima ia ficar chupando o dedo com seu vestido de crediário...  
Essa ideia ficou no final de tarde martelando na cabeça de Teresinha. Acabou de cozinhar, apagou o fogo e resolveu ir ao quarto de Rosita dar uma espiadela nos vestidos da moça. Já ia subindo as escadas para o andar dos quartos, quando Carmem do pé da escada perguntou: 

                                                         continua...

by Didileite
Ilustração Imagem Google


POESIA - De Passarinha e Passarada


DE  PASSARINHA E PASSARADA
Na copa mais alta de uma paineira branca
uma passarinha fez  delicado ninho.
Trabalho de incansáveis voos.
Catar e trazer preso ao bico
toda sorte de ricos achados,
fruto da ação do outono:
folhas e palhas secas, penugens e tênues gravetos.
Enfim ninho tecido, retocado e acabado.
Ela se ajeita sobre as patinhas
e lá vem chegando os ovinhos.
Um de cada vez, azulado, quentinho.
Quieta e persistente, passa horas
aquecendo seus futuros filhotes.
Come pouco, voa nada,
 não canta  nem pia.
Chegou o dia!
Um a um,  passarim

saindo pra vida!


by Didileite
Direitos Autorais registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Ilustração Imagem Google

PÁGINAS SOLTAS - Quadrinhos Engraçados

Das duas formas, o preço e o ato, já são um assalto...



Fonte Google
   

segunda-feira, 28 de julho de 2014

CONTOS QUE TE CONTO - Conto Infantil - A Curiosidade de Uma Sereiazinha



CONTO INFANTIL

                 A CURIOSIDADE DE UMA SEREIAZINHA

                                                   Final

                                            .... continuação


- Sereninho, estou com medo. Imagina se esses humanos me veem? Vão me pegar e levar embora.

Estavam assim conversando, de longe o Polvo, a tartaruga e caranguejo ouviam e olhavam atentos tudo em volta. Foi quando a tartaruga viu algo que lhe deu medo também. A mão de um ser humano na água! E pegou Sereninho debaixo d´água.



  

O caranguejo mandou o polvo entrar em ação e salvar Preciosa. Ele ia dar um jeito de soltar  Sereninho, espantando aquele homem, o dono da mão. O polvo esticou seus tentáculos e pegou a sereiazinha. Logo a tartaruga ficou na espreita esperando para pegar o cavalinho do mar. 



Aí, o caranguejo veio devagarzinho e "nhoc" agarrou um dedo do pé do homem e deu-lhe uma bela mordida. O homem sentiu dor, largou o cavalinho do mar, e saiu da água.

 A tartaruga pegou suavemente o cavalinho do mar e saiu zarpando a toda pressa para longe do manguezal.

Quando todos já estavam longe do mangue, o polvo soltou a sereiazinha, que estava assustada. O mesmo fez a tartaruga com  o cavalinho do mar. Aí, o caranguejo que era o mais experiente em mangues e o mais velho deu-lhes um conselho:

- Vocês dois não devem ir lá no mangue! Lá é um lugar perigoso.
- Devem escutar o que a mãe de vocês diz, não irem ao mangue. Vocês são pequenos ainda para andar por lá, Disse a tartaruga.

- Muito feio o que vocês fizeram! Correram perigo porque desobedeceram as ordens da mãe de vocês. Falou o polvo

Os dois, Preciosa e Sereninho, escutaram calados e de cabeça baixa os conselhos dos três amigos, o polvo, a tartaruga e o caranguejo. Depois, agradeceram por eles os terem salvo lá no mangue. Se despediram prometendo que não fariam mais isso. E saíram nadando para suas casas.






E a sereiazinha Preciosa, e o cavalinho do mar Sereninho nunca mais desobedeceram suas mães. Agora vivem nadando e brincando com outros peixinhos no fundo do mar.



                               FIM 

by Didileite
Direitos Autorais Registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
Ilustrações Imagens Google 

PÁGINAS SOLTAS - PAZ



Até quando eles vão se matar?
Quando alguém terá a lucidez, tomar uma atitude sensata e recolher as armas?
Afinal onde viveram sempre?
Onde era Canaã?
Onde viveu Abrahão, Isaac e Jacó?
Quem construiu o Templo?
Onde viveu Davi?
Onde nasceu,  viveu e morreu Jesus?
E os samaritanos onde viviam?
A terra é de todos. Há lugar para todos. 
É só uma questão de boa vontade.
Não é possível que crianças e jovens morram por causa desse ódio que já vem de longe.
Em algum lugar, em algum momento alguém vai parar. 
Israel e Palestina precisam conviver em paz!

by Didileite
Ilustração Imagem Google

domingo, 27 de julho de 2014

PENSAMENTO ALHEIO - Cecília Meireles



Um pensamento da grande poeta Cecília Meireles para este domingo.

"No misterio do sem-fim equilibra-se um planeta. E no planeta um jardim e no jardim um canteiro no canteiro uma violeta e sobre ela o dia inteiro entre o planeta e o sem-fim a asa de uma borboleta."
Cecília Meireles
Ilustração Imagem Google

CONTOS QUE TE CONTO - Conto Infantil - A Curiosidade de Uma Sereiazinha

Conto Infantil
                  A CURIOSIDADE DE UMA SEREIAZINHA

                                                 2a. Parte
                                                  
                                                                                           .... continuação

- Já sei que vai sobrar para mim. Disse o caranguejo. Acho que a gente tem que ir atrás deles para ajudá-los.

O Polvo foi logo tirando o corpo fora dizendo que não podia ir tão raso como no mangue. Que o lugar dele era no fundo do mar. A tartaruga lamentou e também disse que não podia ir ao mangue, porque lá era cheio de plantação, de raízes e o pior, havia muito lixo. Ela tinha uma prima que morreu depois que comeu sem saber um saco plástico que tinham jogado fora no mar como lixo. Só o caranguejo foi solidário e disse que embora, lá também fosse perigoso para ele, pois os seres humanos gostavam de caçar caranguejo para comer, ele ia seguir a sereiazinha e o cavalinho do mar para defendê-los em caso de perigo.  Os outros dois, a tartaruga e o polvo ficaram envergonhados e decidiram ir atrás, mas  de longe.

E lá foram os cinco, Preciosa e Sereninho na frente, logo em seguida mais atrás, o caranguejo, a tartaruga e o polvo. A sereiazinha disse para o cavalinho do mar:

-  Oh! Engraçado! Muito engraçado como você nada, Sereninho. Você nada em pé.

- É isso mesmo. Vou andando como se tivesse dando pinotes, como um cavalinho mesmo.   




Quando já tinham nadado bastante, eles chegaram no mangue.

      



Preciosa ficou com medo quando viu muitas raízes, muitas plantinhas e peixes nadando, quase presos. Ela não achou o lugar bonito.

- Isso é que é um manguezal? Foi aqui, que você nasceu, Sereninho?
- Sim Preciosa, eu nasci aqui. É neste lugar que muitos peixes veem botar seus ovinhos. Aqui nascem o filhotinhos, os alevinos. Porque aqui ficam mais protegidos dos peixes grandes, de serem comidos. Depois, quando eles crescem mais um pouco já podem sair nadando para o fundo do mar.

- Não estou gostando daqui, Sereninho. Não é bonito, não.

- Não é bonito, mas é um lugar útil. Aqui tem de tudo, até ninhos das aves. Nas árvores que crescem aqui, no alto de seus galhos as aves fazem ninhos e botam seus ovinhos. Por tudo isso o manguezal também é chamado de berçário. Aqui é um lugar onde a vida começa, onde ficam os ovinhos das aves e dos peixes. Sabe o que é uma ave? Aqueles bichos que voam muito alto, mas também mergulham o bico na água e pegam peixes para comer. Aqui é muito perigoso, ainda há os seres humanos que pegam cavalinhos do mar, como eu, os peixes que vem botar ovinhos e os caranguejos que ficam enterrados na areia. 
 

                                                                            continua.....

by Didileite
Ilustração Imagens Google



sábado, 26 de julho de 2014

POESIA - VENCER




             VENCER
Atravesso paredes,
corro pelas ruas,
suor e chuva a me molharem.

Por essa mania de buscar,
tropeço nos degraus da vida,
que se nega e barganha todo tempo.

Briga longa.
Batalha do querer e poder.
Atravesso paredes,
me corto nas arestas de vidro,
sangro indolor.
Porque não sinto o que me causa.

Nesta caminhada  o que cato,
esmiúço, procuro, vasculho
não sei se reconheço quando encontrar.
Quem procura o que não sabe,
Não reconhece quando encontra!

Escambo que vale a alegria
pelo negar.
Fatal ceder.
Inevitável cair.
Assumir se deixar vencer.


Atravesso vidraças.
Enfim caio vencida?
Levanto incólume
pelo frêmito de só viver.
Vencer e estar  bem  para  em outra
escaramuça me meter.
Meu negócio é vencer,
me vencer.


Vencer sempre a vida
e sair triunfante,
mesmo que tenha perdido
algo de mim no caminho.
Inevitável!

BY Didileite
Direitos Autorais registrados na biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
Ilustração Imagem Google






















PENSAMENTO ALHEIO - ARIANO SUASSUNA




"Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte:
o riso a cavalo e o galope do sonho
É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver."
Ariano Suassuna
FONTE: GOOGLEIlustração Imagem Google


CONTOS QUE TE CONTO - A Curiosidade de Uma Sereiazinha - Conto Infantil



CONTO INFANTIL

              A CURIOSIDADE DE UMA SEREIAZINHA
                                                  
                                             1a. Parte
Lá no fundo do mar mil segredos se escondem. É naquele mundo que vivem milhares de seres de que a gente nem desconfia. Pois não é que lá, há uma sereiazinha de verdade! Ela se chama Preciosa. Sua mãe a deixa livre nadar por grutas, por entre as pedras profundas e juntinho dos corais. Mil peixinhos coloridos, às vezes, acompanham Preciosa nas suas andanças.
















Certo dia, lá ia Preciosa cantarolando, porque debaixo d´água os peixinhos e outros bichinhos conversam, cantam e se entendem, a gente é que não vê, não ouve, então não sabe. Como ia dizendo, Preciosa deslizava para lá e para cá, quando viu uma figurinha estranha, ser que ela não conhecia ainda.  Preciosa parou e ficou olhando aquele bicho estranho e muito delicado. Faladeira como era, a sereiazinha puxou assunto com aquele bichinho.
- Ola! Quem é você?
- Eu sou um cavalinho marinho, me chamam de hipocampo. Mas eu sou um peixinho.



E Preciosa, muito curiosa, continuou sua conversa com o cavalinho do mar:
- Qual é o seu nome? E o que faz aqui no fundo do mar?
- Meu nome é Sereninho, porque vivo sempre calmo, sem agitar a água e sem incomodar os outros peixinhos que vivem por aqui. O que faço aqui é viver, me alimentar e cuidar dos meus irmãozinhos menores. Gosto ficar entre as algas.
- Ah, sei, sei... Onde você nasceu?
- Eu nasci lá nas entranhas dos manguezais, depois de crescer um pouco vim  nadar aqui no fundo. Minha mãe me deixa solto. Aqui no fundo do mar todo mundo é livre, só tem que tomar cuidado com os peixes que gostam de comer os pequenos.
E qual é seu nome, sereiazinha?

- Eu me chamo Preciosa. Foi minha mãe que escolheu meu nome. Sereninho, vamos dar um passeio?














Você podia me levar até esse mangue para eu ver como é. Sabe? Nunca estive num mangue. Você me leva até lá?
- Posso levar, mas minha mãe não quer que eu vá lá sozinho. É perigoso. Há seres humanos que gostam de pegar cavalinhos do mar para depois, usar como enfeite.
- Ah, a gente vai bem devagar, com cuidado, sem mexer muito com a água. Minha mãe também não quer que eu me afaste muito, porque esses seres humanos podem se encantar comigo e me levar para a terra. A gente vai e não demora. Vamos?
- Está bem. Vou levar você lá no mangue. Mas fique sempre perto de mim. Se eu disser para fugirmos, você sai rápido de lá.

Uma tartaruga, um polvo e um caranguejo que ouviam a conversa dos dois, não gostaram da ideia deles. A tartaruga disse:


- Isso vai dar errado. Esse negócio de desobedecer as ordens da mãe não está certo.



- Vão se meter em encrenca. Disse o polvo.




- Já sei que vai sobrar para mim. Disse o caranguejo. Acho que a gente tem que ir atrás deles para ajudá-los.

                    
                                        continua.....

By Didileite
Ilustração Imagem Google