ARTE DAS LETRAS

segunda-feira, 30 de junho de 2014

CONTOS QUE TE CONTO - Os Pedidos de Um Livrinho -




OS PEDIDOS DE UM LIVRINHO

                                              3a.Parte
                                                                                      ... continuação


Pensava ele:
- Coitados destes livrinhos! Como foram maltratados!
Neste instante, entrou na sala a menina Daniela.  Ela usava um avental sobre o vestido. Sentou à mesa, pegou uns livros e com a flanela começou a limpar um por um.
Aí,  o livrinho Azul ficou mais contente e disse para si mesmo:
- Mas,  felizmente,  eles vão  ser  restaurados  pelas  mãos  bondosas  desta menina. Alguns com suas páginas  rabiscadas serão apagadas e limpas.   As  rasgadas serão  coladas.  E uma série de outros consertos, deixarão estes livrinhos como novos e poderão, ainda, ser lidos por muitas e muitas pessoas.

De repente, o livrinho Azul viu Julinho parado na porta, e o chamou:
- Oi Julinho, entre, venha até aqui.
 Julinho entrou e nesse instante como num passe de mágica o menino ficou pequenino, do tamanho do  livrinho Azul.  Ele ficou espantado e ao mesmo tempo encantado com sua transformação. Agora, alguns livros lhe pareciam enormes. Rodeados por  todos  aqueles livros é que Julinho podia ver como estavam estragados.
Foi quando o livrinho Azul disse ao menino:
 - Menino, vou  lhe fazer um   pedido  e  quero  que você  transmita
isso a todos que ganharem um livro, ou lerem  um livro de biblioteca,  emprestado de algum colega, ou  mesmo um livro escolar :
                    Que ninguém rabisque,  faça anotações e desenhos   nas
       páginas dos livros.
             Que nunca dobrem as pontas de uma página para marcar
  onde pararam de ler.  Não usem as orelhas das capas para
fazer de marcador.   Não façam orelhas em mim. USEM   UM  MARCADOR DE PÁGINAS
 .     Não molhem as pontas dos dedos para me folhear.
            Não me dobrem ao meio, pela lombada, para ler.
         Que não arranquem nenhuma de minhas páginas
         Que não recortem  nenhuma foto, figura ou ilustração minha
           Que não me leiam quando estiverem comendo ou bebendo
  alguma coisa
            Que se  assegurem de  que as mãos estão  limpas quando
  forem me manusear.
                    Não arranquem minha capa
·                   Não me deixem exposto ao sol, umidade, calor e poeira
·                    Que me  coloquem num lugar limpo, seco e fresco
·                   Não permitam que as traças me façam de almoço
·                   Lembrem que eu levo cultura, diversão, conhecimentos para               
     tantos  quantos me lerem.
                    Se gostarem de um trecho ou uma frase  contida em     uma                  de minhas páginas, copiem, mas não me sublinhem.
             Se algum acidente acontecer comigo, basta  consertar
   logo e pronto, fico em forma outra vez
             Não me joguem no LIXO.   Quando já  me tiverem lido, doem-me  para outra pessoa, ou para uma biblioteca,  para um orfanato, para comunidades pobres.  Sempre há  pessoas que gostam de ler, mas nem todos  podem  comprar  um livrinho.

O livrinho Azul acabou ficando comovido e agradeceu ao  menino 
por ouvi-lo e  prometer transmitir a todos esses ensinamentos.

       -  Julinho !    - Chamou sua mãe -.

- Acorda, já está quase na hora do lanche, guarde esse livro, vá lavar aos mãos e venha lanchar.  Fiz um bolo  de chocolate, que você gosta tanto !

                                                               CONTINUA... 
by Didileite
Direitos Autorais registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio  de Janeiro.  

domingo, 29 de junho de 2014

POESIA - TARDES DE DOMINGO


TARDES DE DOMINGO
O domingo descansa do almoço.
O gato dorme tranquilo seu sono preguiçoso.
Tudo limpo e arrumado,
descansa a louça no armário.
As crianças brincam com joguinhos.
Sentada penso no dia de amanhã,
enquanto enrolo nos dedos meus cabelos
em rendilhas aneladas.
Segunda, cedinho, vem o sol
despertador a me chamar para o trabalho.
Pular da cama e sair para desafios do novo dia.
Correr atrás das horas,
sonhando com outro fim de semana.
Nossa! Como ando cansada!
Parece que giro numa roda gigante
que não para de dar voltas.
Pisco os olhos molemente.
Volto a olhar para minha silenciosa
tarde de domingo.
Suspiro e penso:

- Hoje, ainda é domingo!-

BY Didileite
Ilustração Imagem Google
Direitos Autorais registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro 

PENSAMENTO - Dizer Não


Se você não sabe dizer não para os outros, aprenda exercitando a dizer não para você mesmo.

by Didileite
Ilustração Imagem Google

sábado, 28 de junho de 2014

INDAGAÇÕES - DE ATOS E PUNIÇÕES


O mundo todo viu essa imagem. A estúpida atitude do jogador uruguaio mordendo o ombro do jogador italiano.

Todos deploraram, todos fizeram até piada.

Agora, que saiu a punição da FIFA para Suarez, muitas pessoas entraram naquela do "coitadinho", "que exagero", e por aí vai.

E o você, o que acha do tamanho da punição por causa de uma dentada no outro jogador? 

Eu já respondo por mim: justa, justíssima, e ainda acho pouco.
Pense nas crianças que viram a cena da dentada? Amanhã isso vira hábito e aí....

by Didileite  

CONTOS QUE TE CONTO - Os Pedidos de Um Livrinho -


CONTO INFANTIL

                Os Pedidos de Um Livrinho

                                                  2a.Parte 

                                                                         ... continuação


A professora disse:
- E você, Julinho, agora, vai sentar aqui na primeira fileira de carteiras, ao lado da  Daniela.   Pegue seu material e pode vir sentar aqui na frente.
Julinho não gostou da mudança,  ficou chateado. Pegou seus cadernos, livros, caneta e a mochila,  e lá se foi para frente. Sentou ao lado de Daniela e ficou calado.   


Daniela ficou olhando Julinho colocar seu material em cima da carteira.  Ela ficou admirada com o desleixo daquele material, mas o que mais chamou sua atenção foi o estado feio em que aqueles livros se achavam.
 Julinho, por sua vez, deu uma olhadela  para os  livros da  menina  que estavam  arrumadinhos no canto da carteira.    Os livros estavam encapados e limpinhos, como se  fossem novos.  Imediatamente, Julinho olhou para os seus e sentiu uma certa vergonha.  Comparou os seus livros com os
dela e ficou mais chateado ainda.

Os dois não conversaram nada durante a aula. Na hora do recreio, o menino correu para junto dos colegas, dos quais fora separado pela professora.  Apenas comentou com os colegas que  os livros de Daniela pareciam novos, nem pareciam que eram usados.  Os colegas riram disso. 
 Julinho estava muito sem graça com toda aquela mudança.  Não podia mais conversar com seus colegas de sala, aquela garota era muito de cheia de coisa, fazendo anotação no bloco separado, suas coisas eram muito arrumadas, parecia que ela era de vidro.  Garota chata, isso é o que ela era, muito chata.
Quase no fim da aula, a professora mandou que fizessem como dever de casa a leitura do livro de Geografia, na página sobre o rio São Francisco e, depois, uma dissertação sobre o texto.  Era para ser entregue na próxima aula.  Julinho pegou o livro de  Geografia, abriu na página pedida e escreveu acima do título:  - ler e fazer dissertação para próxima aula-.  Daniela pegou seu bloco de anotações e escreveu a mesma coisa. Julinho ficou olhando e pensou: - ela anota separado o dever de casa. Menina boba, assim vai esquecer.  Melhor faço eu que anoto no próprio livro-.

                                             

Daniela encontrou com as amiguinhas no fim da aula e contou que o menino Julinho era muito descuidado, escrevia na página do livro.  Não fazia anotação nenhuma no seu bloco de notas.    E seus livros e cadernos eram muito maltratados.
 Mas com o passar do tempo os dois foram se entendendo, e até conversavam no intervalo das aulas.  Certo dia, Julinho perguntou a Daniela:
 - Por que seus livros parecem novos, você não os lê nunca?    Não estuda neles?
Daniela respondeu:
- Leio e estudo.  É que sempre uso capas nos meus livros e  cadernos, não escrevo nada em suas páginas. É para isso que a professora pediu que todos nós tivéssemos o bloco de  anotações.  Deveres de casas e datas anoto no bloco, livros só para ler e estudar, e os cadernos para escrever os deveres. Faço assim, pois minha irmã mais nova vai estudar nesse livro também. Tenho que tratar com cuidado meus livros para que estejam sempre limpos e possam ser usados por outras crianças. Depois,  eu acho muito feio ter o material escolar amassado, rabiscado ou sujo.  Aprendi a fazer assim e assim faço, fica mais bonito. Julinho concordou, não tinha nada a dizer. Apenas ficou  mais e mais envergonhado dos seus livros.

   Um dia, cansado, Julinho começou a ler e adormeceu  com  o livro  aberto  sobre  a  barriga.  Pegou  no  sono mesmo.  E sonhou. Sonhou que estava chegando na escola e ouviu vozes vindas lá da sala perto da biblioteca.  Ele foi andando, andando e  viu uma sala cheia de livros.  Eram livros sobre mesas, estantes, uns empilhados no chão.  Parecia um depósito de livros. Alguns estavam arrumadinhos em pilhas, outros espalhados. Outros  abertos sobre a mesa. Nesta mesa havia, ainda,  um vidro de  cola, tesoura, papéis cortados em tiras, linha, agulha grossa, borrachas  e uma flanela.  Julinho pensou: - o que será isso? Para que  servem todas essas coisas?  E todos esses livros? Não são novos,  são livros usados.


        -   Parecia que todos aqueles livros estavam doentinhos.  -
Lá num cantinho, havia um livrinho Azul que olhava tudo,  e  para todos aqueles livros com muita pena, e certa dor no seus coraçãozinho.    Pensava ele:
                                                                 
                                                               continua...

 by Didileite
Direitos Autorais registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
Copiar sem autorização ou plagiar obra alheia é crime previsto em lei.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

POESIA - De Sonata e Televisão



DE SONATA E TELEVISÃO
Fez uma sonata para ela,
que admira em segredo.
Todas as noites punha-se a tocar
no piano tal melodia
com esperança de chamar sua atenção.
Já tocou tantas vezes,
todo dia, e ela nem à janela chegou.
Cansou!
Rasgou a sonata.
Fechou o piano e foi ver televisão.

by Didileite
Direitos Autorais registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
Copiar e/ou plagiar é crime previsto em lei.
Ilustração Imagem Google


FILMES QUE VALEM LEMBRAR - As Pontes de Madison - Avril Lavigne...I'm With You.avi





AS PONTES DE MADISON


Este filme é um exemplo de almas que se encontram, se entendem e se completam. 

Não é um filme simplório que retrata  adultério ou traição.

É um romance que mostra a o acaso de um encontro entre uma mulher e um homem.
Ela, Francesca (Meryl Streep). e ele, Robert (Clint Eastwood).

Tudo se passa em quatro dias apenas. 

Há um simbolismo presente em todo o filme.
A música é muito bonita.
É um filme cheio de sensibilidade.
A liberdade de amar está presente do princípio ao fim.

Vale conferir o trailer, e depois ver ou rever este filme.

by didileite

FONTE YOUTUBE
ILUSTRAÇÃO IMAGEM GOOGLE

quinta-feira, 26 de junho de 2014

CONTOS QUE TE CONTO - Os Pedidos de um Livrinho

CONTO INFANTIL

OS PEDIDOS DE UM LIVRINHO


                                                       1a. Parte




        Todos os dias Julinho saía da escola, chegava em casa, jogava sua mochila no chão, trocava de roupa e ia correndo encontrar com seus colegas para brincar.
 Sua mãe sempre dizia:
 - Julinho, olhe sua mochila, tenha mais cuidado, assim você  vai estragar seus cadernos e seus livros.
Mas Julinho nem dava ouvidos, já estava longe, atrás dos amiguinhos.
                       Quando ia fazer seus deveres de casa, pegava sua mochila, 
tirava  os livros e cadernos.  Seu material escolar estava ficando  muito
 feio, principalmente seus livros. Julinho gostava de ler recostado na poltrona,
 às vezes comendo um pão com doce  ou queijo.  Nem sempre estava com 
as mãos limpas ao manusear as páginas dos livros.
                         Dona Célia, sua mãe, reclamava dizendo que ele tivesse  mais
 cuidado, se não iria sujar  seus livros. Eles  iriam servir  para seus irmãos 
menores ou talvez para outras crianças. Ou ainda,   mais tarde,  seriam  doados 
para a biblioteca da escola. Julinho pensava nisso, mas logo esquecia.

Um dia estava lendo o livro de Geografia, quando seus  colegas vieram   chamá-lo para jogar   uma partida de pingue-pongue.  Julinho,  mais que depressa,  fez uma dobra na página  em que parou de ler,  para marcar e retornar a ler quando voltasse.  Saiu em disparada ao encontro dos colegas.

                     E assim vivia Julinho, a maltratar, a se descuidar dos livros,   e
 sua mãe, dona Célia, a reclamar. 

 Certo dia, na escola, a professora resolveu trocar todos os  alunos de lugar.  Havia um grupo que estava conversando muito  durant a aula, era o grupo,  com o qual,  Julinho se sentava.

A professora disse:

                                                                             continua...
by Didileite
Direitos Autorais Registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
Copiar e/ou plagiar é crime previsto em lei.                                           

terça-feira, 24 de junho de 2014

POESIA - ERA UMA VEZ UMA CASA



ERA UMA VEZ UMA CASA

Era uma casa toda verdade.
Dos cantos saltava felicidade,
que enchia os que ali viviam.
Felicidade que não viam.
Viviam!
Ninguém duvidava,
ninguém perguntava,
porque eles eram as pedras
daquele castelo de sentimentos.

Harmonia desde o coração da casa
- a cozinha -
até a externa pele
- a varanda -
Iam e vinham e não se davam conta
das arestas, aclives e declives  do viver.
Galgavam os dias,
celebravam as datas.
Lágrimas?
Algumas!
Alegrias?
Muitas!
Que o digam os risos e sorrisos.
  
O tempo os engolia,
os amadurecia.
Palmilhavam caminhos  tantos
e não se deram conta
que uns envelheciam,
outros  se independiam.
A casa se gastando,
o uso carcomendo a pintura,
as paredes, as portas, as janelas,
os móveis e até as fotografias.

Foi se indo um,
depois mais um
e mais outros.
Quem restou a vista turvou
mas,  memória revisitou
numa música,
num almoço,
numa ceia de Natal,
nas coisas banais.
Um passado bem vivido.

Vozes ecoavam  de conversas
entrecortadas de risos.
Que tempo era aquele?
Tempo igual ao da mancha
no piso de entrada da sala.
Que mancha era aquela?
Há quantos anos ali estava?
Viu e ouviu  todos que por  ela passaram.
Não se sabe quem manchou
aquele chão.

Cortinas surradas,
tapetes puídos,
cadeiras usadas,
mas as janelas, mesmo gastas,
se abriam em par
todos os dias
e o sol invadia com vontade
aquela casa de uma gente
de verdade.

by Didileite

Direitos Autorais registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Copiar e plagiar obra alheia é crime previsto em lei.

Ilustração Imagem Google



MINICONTO - CHUVAS QUE FECHARAM O VERÃO



CHUVAS QUE FECHARAM O VERÃO

O relógio da estação de trem marcava vinte e uma horas e dez minutos. Chovia de cachorro beber água em pé. Maria estava ensopada. Pegou toda aquela chuva a caminho da estação. Sentia seus sapatos como duas barcaças alagadas d´água.
Cabelos escorridos que pingavam no rosto, na roupa e no pescoço. Até das pontas das orelhas e do nariz pingava água. Um calor infernal, embora a chuva caísse forte. O ar estava abafado. Fim de verão. A gare estava quase vazia àquela hora. A moça escolheu um banco vazio para sentar-se. Não queria partilhar espaço, queria ficar sozinha. Não tinha a menor ideia a que horas o próximo trem chegaria para partir novamente. E assim, resignada pôs-se a esperar e pensar.
- Maria, que nome medíocre!  Nome de empregada mesmo. "Maria, faça isso. Maria, traga aquilo. Maria, guarde isso, lave, passe, dobre, limpe tudo". Quanta ordem recebia por dia!    E ainda tinha que morar lá onde Judas perdeu as botas. Tomar três conduções para chegar em casa. Casa! Sei disso. Um casebre mal ajambrado, pequeno e que por mais que limpasse parecia sempre sujo. Miséria de vida. Vida! Sei disso. Vida de cachorro! E ainda tinha que aturar o safado do marido. Marido! Sei disso. Um sujeito que não lhe dava nada, só trabalho. Era trabalhador,  mas ganhava pouco e se contentava com aquele tipo de vida. Nove anos de casada. Casada! Sei disso. Passaram a morar juntos com a promessa de se casarem, mas o tempo passou e se acomodaram na vida marital.
 Maria foi despertada dos seus pensamentos pelo apito do trem que chegava.
- Ufa! Enfim vou subir este subúrbio e chegar em casa.
A chuva deu uma estiada. Apenas o calor não arrefecia. Maria entrou no trem e sentou à janela. Gostava de ir olhando os lugares, e o pensamento deslizando como as rodas do trem sobre os trilhos. Sentiu cansaço, um sono inconveniente ia se apoderando de Maria. Quis firmar a vista. Fez força para se manter acordada. Em vão. Maria caiu no sono e cochilou. Maria cochilou duas vezes. Uma, dormindo e outra, quando lhe surrupiaram a bolsa, e nem sentiu. O trem apitou fim de linha. Maria acordou assustada e o vagão já estava vazio. Fez menção de levantar, mas sentiu que lhe faltava alguma coisa.  A bolsa.
 - Deus meu! Cadê a minha bolsa?!
 Ela logo entendeu o que lhe acontecera. Ficou desesperada e morta de ódio ao mesmo tempo. E agora? Sem sua bolsa, sem documentos e sem  dinheiro?!  Como ia pegar o ônibus circular que a levaria lá dentro do bairro? Ir a pé era um estirão. A mulher levantou-se e, por uma graça divina viu sua bolsa jogada a um canto do chão debaixo de um banco. Maria correu e puxou sua bolsa. Seus documentos estavam todos lá. Sua carteira de dinheiro também: vazia. Maria desceu da estação e foi andando até o ponto do ônibus circular. Não tinha cara de pedir dinheiro a ninguém. Resolveu ir andando a pé. Foi. Andou, andou. Viu o ônibus passar, e continuou andando. Já estava chegando em casa, viu sua casa acesa. Foi entrando, e o marido não estava lá. Maria estranhou.
- O Joel chegou e saiu deixando a luz acesa?!
Ela percorreu os três cômodos olhando se havia sinal do marido. Nada. Saiu pela porta da cozinha e foi olhar no banheiro. Ninguém. A mulher voltou para dentro de casa. Resolveu ir na casa da vizinha, a Sirlene, para saber se ela havia visto Joel.  Quando foi se aproximando da janela do quarto de Sirlene ouviu uns gritinhos e umas risadas. Ficou sem jeito de interromper fosse lá o que estivesse havendo, e já ia voltar para casa quando ouviu a voz de Joel dizendo:
- Sirlene, minha abóbora moranga, vem cá com seu lobo!
- O quê?! Roubada duas vezes na mesma noite?!  Mas não mesmo! Sai da frente que vou com tudo, seus cachorros sem vergonha!
Maria foi tomada de uma ira que a fez virar uma leoa. Escândalo geral. Foi pedaço de abóbora pra todo lado e uivo de lobo que até da estação  se ouvia.

                                                 FIM



Direitos Autorais estão registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Copiar e plagiar obra alheia é crime previsto e lei.
Ilustração Imagem Google 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Marisa Monte Beija Eu






BEIJA EU
Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...
Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Aaaaah! ah ah ah ah! ah!
Ah! ah ah ah!
Ah! ah ah ah!
Ah ah ah!...
Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça..

Autores: Marisa Monte e Arnaldo Antunes
Gravação Marisa Monte
Fonte: Youtube

sábado, 21 de junho de 2014

POESIA - Do Fundo do Mar



DO FUNDO DO MAR
Lá bem no fundo do mar
uma estrela desliza contente.
Uma ostra agarrada à pedra está calada e triste.
Pergunta-lhe a estrela o que ela tem?
A ostra responde tristonha:
- Estou doente, tenho pérola no ventre.

Ostras alegres não fazem pérolas, não!

by Didileite
Ilustração Imagem Google