ARTE DAS LETRAS

quarta-feira, 30 de abril de 2014

VOCÊ LEU, VOCÊ VIU, VOCÊ LEMBRA?






 1 - No filme o Auto da Compadecida quem faz o papel de 
 Jesus Cristo?


 2 - Qual é o ator que interpreta o personagem Lawrence no      filme  Lawrence da Arábia?  


 3 - Quem faz o papel de Dora no filme Central do Brasil?  


 4 - Qual o tema do filme OS GIRASSÓIS da RUSSIA?


 5 - Na música composta por Renato Russo, EDUARDO E MONICA, quais são os dois primeiros versos da letra?


 6 - " Na vida de minhas retinas tão fatigadas" , qual o nome
 desta poesia e quem é seu autor?


 7 - Qual o tema do filme ATRAÇÃO FATAL?


 8 - No romance A RELÍQUIA de  Eça de Queiroz, o que Titi encontra no embrulho que o sobrinho Teodoro traz como         relíquia da Terra Santa para ela?


 9 - Quem era o vocalista do QUEEN ?


10 - Elio Gaspari, Millôr Fernandes e Villas-Boas Correa       escreviam para qual revista de publicação semanal?


As respostas serão publicadas na próxima 6a.feira neste Blog 



by Didileite                                    Ilustração Imagem Google

POESIA - On Off In Out




  ON  OFF  IN  OUT

O universo se expande aceleradamente,
A vida corre desgovernadamente,
Entramos na opção de vida onde se é ON ou OFF,
Estamos separados em grupos dos IN ou OUT.

Não dá mais para voltar,
Caminhamos  On In no trabalho
No lazer,
Em casa,
No trânsito,
Com medo,
E até na fé.

Caímos nos corredores das síndromes,
Se não se adere, confere, não combina,
Você está desligado e fora.

Se você aceita, topa, participa, corre e mergulha
No caos, você está ligado e dentro.

Todos correm como se atrasados estivessem,
Como se algum tesouro fossem pegar,
Ninguém tem tempo, não  há espaço
Para gentileza, compaixão e  amizade.

Todo mundo se conhece nas redes,
Todo mundo ignora o outro.
Ninguém vê, ouve e não vão além: como vai você?
Todos têm metas, negócios, projetos, resultados,
Não sabem bem onde vão chegar.

Solidariedade é palavra em desuso, isso é off
Ninguém para, pensa ou grita,
Máquinas loucas nas mãos de loucos varridos, isso é on.
Jogados no espaço do IN, do ON,
Segregados no labirinto do OUT, do OFF.
Até o amor se arranja por computador,
Conversar com quem não se conhece,
Acreditar em Venus bruxulentas,
E Apolos virulentos.

É uma corrida sem volta,
Agora,  é só para adiante que se pode ir,
Inevitável, sem retorno.
Em cinqüenta anos mais progresso
Que toda a idade da humanidade.

Humanidade, pobre coitada,
Mergulhada em atrocidades
Drogas, taras, pânicos, tocs,
E quantas doenças mais que
A psique vai criar,
Tarde demais!
E nem falamos do planeta,
O planeta azul,
O planeta sonho,
Que vai virar sucata,
Na galáxia branca
Nacarada mergulhada no leite.
Via láctea adeus !
O planeta ficou OFF,
O planeta ficou OUT.
Tudo porque os homens ficaram ON

Tudo porque nós estamos IN. 


by Didileite      

              Direitos Autorais Registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
              Ilustração Imagem Google                

INDAGAÇÕES - Felicidade






A própria palavra "Felicidade" já é bonita. Muito se fala dela, em músicas, livros, filmes, pinturas, poesias e por aí vai.
Há várias formas de se dizer a felicidade. 

Afinal, para você o que é felicidade?
Quando você se sente feliz?
A felicidade é um estado de vida ou de alma?
A felicidade de uma pessoa sempre depende de outra pessoa? 
Você acha que pode haver alguém que nunca, em momento algum na vida foi feliz?



by Didileite            
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terça-feira, 29 de abril de 2014

TIM MAIA - LEVA (1984)

 


            

  LEVA 

Foi bom eu ficar com você
O ano inteiro
Pode crer foi legal te encontrar
Foi amor verdadeiro
É bom acordar com você
Quando amanhece o dia
Dá vontade de te agradar
Te trazer alegria

Tão bom encontrar com você
Sem ter hora marcada
Te falar de amor bem baixinho
Quando é madrugada

Tão bom é poder despertar
Em você fantasias
Te envolver te acender te ligar
Te fazer companhia

Refrão(2X)
Leva
O meu som contigo leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz

É bom quando estou com você
Numa turma de amigos
E depois da canção você fica
Escutando o que eu digo
No carro na rua no bar
Estou sempre contigo
Toda vez que você precisar
Você tem um amigo

Estou pro que der e vier
Conte sempre comigo
Pela estrada buscando emoções
Despertando os sentidos
Com você primavera verão
No outono ou no inverno
Nosso caso de amor tem sabor
De um sonho eterno

Refrão(4X)
Leva
O meu som contigo leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz

                                                      Fonte: YOUTUBE
                       
                                               AUTORES:  Michael Sullivan e Paulo Massadas  
                                               Gravação TIM MAIA



POESIA - Lentidão -





                                  LENTIDÃO

Um navio que sai do cais,
Sai tão lentamente,
Que ninguém percebe que ele está se indo.
Grande, alto e pesado move-se
Devagarzinho, e quando notamos já vai longe.

Longe e devagar vai se tornando,
Pequenino no horizonte mar céu,
Até não mais se avistar.

Se foi singrando lá onde a vista
Não dá mais para alcançar.
Tal qual a vida que passa e não se vê.



      Direitos Autorais Registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
       Ilustração Imagem Google

CONTOS QUE TE CONTO - Opção de Vida - 4a.Parte





     OPÇÃO DE VIDA 

                                                         ... CONTINUAÇÃO   
                                     
                                                                                    4a. Parte 


você, já comprou o peixe ?
- Ainda não.  Vou agora a Niterói, no mercado comprar o peixe. Vou rápido, pois está com jeito de que vai chover. Mas, de moto, vou e volto em uma hora no máximo.  Volto antes da hora do almoço.  Me espera para almoçar.  Você dá comida às crianças, que eu chego logo.  Um beijo, neguinha !
- Vai com Deus ! Cuidado hem !
Clara Maria e a irmã Elisa acabaram as compras e foram para casa.  Elisa deixou as compras na casa da irmã e foi embora para sua casa.

            Deu meio dia e meia, Clara Maria serviu o almoço das meninas, e nada de Estevão chegar.  Pelo tempo, já era para ele ter chegado.  O coração da mulher ficou apertado. Mas pensou:
 - Talvez ele não tenha encontrado o peixe, tenha resolvido ir a outro mercado, ou esteja em algum engarrafamento...  Mas engarrafamento para quem está de moto é fácil de vencer. 

              Uma chuva fina persistente caía sem parar.  E o pensamento de Clara Maria fazia conta: - ele ligou para mim eram umas nove e meia da manhã, agora já são quase duas horas da tarde...

             Ligou para a irmã, falou das suas preocupações. Elisa disse-lhe que ia para lá, para a casa dela. Foi. Mal Elisa chegou, o telefone tocou. Era um policial avisando que Estevão havia sofrido um acidente de moto na ponte, quase chegando ao Rio.  Clara Maria sentiu que o sangue lhe fugiu das veias.  Elisa ligou para o Evangelista, marido de Celina, contando-lhe o ocorrido.  Evangelista foi junto com Clara Maria ao hospital para onde Estevão fora levado. Elisa ficou com as sobrinhas em casa. Nada mais podia ser feito, Estevão chegou com vida ao hospital, mas não resistiu e morreu.

                                                           continua....


PENSAMENTO - SONHAR








  Quem sonha dormindo vive uma ilusão sem saber. Quem sonha acordado vive uma ilusão sabendo.



by Didileite

segunda-feira, 28 de abril de 2014

FILMES INESQUECÍVEIS - Uma Linda Mulher




Filme romântico com Julia Roberts e Richard Gere. Um romance encantador, onde a dupla
faz o par mais doce dos últimos filmes românticos passados.
A trilha sonora não é lá grandes coisas, mas o amor vence e tem um final lindo de morrer, digo
de amar! Todo mundo viu e gosta de rever de tempos em tempos Uma Linda Mulher.






Fonte: Youtube

domingo, 27 de abril de 2014

CONTOS QUE TE CONTO - Opção de Vida - 3a.Parte



                                                                                ... continuação



                Os anos corriam, Clara Maria estava um pouco desgastada com Estevão. Nos dois primeiros anos de convivência, o rapaz não estava correspondendo ao que a mulher esperava dele como marido.  Iam vivendo, e  Shizue crescendo.  A avó, dona Helena, agora estava bastante apegada à neta. Quatro anos já ia fazer a criança, quando Clara Maria viu que estava novamente grávida, e era outra menina.

            Em pleno outono, nasceu sua segunda filha. A mãe estava emocionada outra vez:
- Mas você é tão linda minha filha ! Parece até uma japonesinha com esses cabelos pretos!  Você veio para completar mais ainda minha vida.  Filhinha você vai se chamar Akemi, que em japonês que dizer bela e resplandecente ! 
Clara Maria foi mãe pela segunda vez aos quarenta anos.  E agora chegava de filhos.  Duas filhas, já estava de bom tamanho.

            Shizue e Akemi cresciam sadias, traquinas e lindas. Akemi parecia uma boneca mesmo, pelas feições delicadas que tinha.  Logo Shizue entrava para a escolinha, já estava na hora de ir para o jardim de infância.  Para a mãe era uma tranquilidade, pois dona Helena cuidava das crianças, levava Shizue para a escola, e o pai, Estevão ia buscá-la à saída da aula.  Enquanto isso, Clara Maria trabalhava.

        As pessoas, quando sabiam dos nomes das meninas, perguntavam se o pai era descendente de japonês, ao que Clara Maria explicava:
- O pai é brasileiro mesmo. Eu sempre gostei muito da cultura japonesa e sonhava quando tivesse um filho ou uma filha dar-lhe um nome japonês.  Shizue e Akemi são minhas sakuras, quer dizer, flor de cerejeira. Esta árvore, a sakurai, floresce por volta de vinte de março, início da primavera no Japão.  As sakurais ficam cobertas de sakuras, flores de vários tons de rosa.  A floração dura só alguns dias. Depois as flores caem ficando só as folhas verdes.
E todos ficavam encantados com a história dos nomes das meninas.

            E olha, outra vez aí, cumprindo-se o dito popular: ¨ O homem põe e Deus dispõe¨.  Já, há algum tempo, dona Helena estava internada em um hospital  por problemas de saúde. A boa senhora não melhorava, a diabetes agravava-se.  Num sábado, de manhã, Clara Maria estava fazendo compras em um super mercado, junto com sua irmã, quando o marido ligou pelo celular:
- Neguinha, você está precisando de ajuda ? Quer que eu vá até aí ajudar a carregar as compras ?
- Não ! Não estou fazendo compras grandes, só algumas coisas para o almoço de amanhã.  Eu e Elisa já estamos acabando aqui. E você, já comprou o peixe ?

                                                    continua...
   

INDAGAÇÕES - LIVRO O CAÇADOR DE PIPAS









No livro o Caçador de Pipas de Khaled Housseini, dois meninos amigos Ali e Hassan percorrem um longo caminho.
Nesta história sobressai o tema amizade. 
Hassan era um amigo leal e diz uma frase marcante para Ali:

- Por você faria isso mil vezes.

Ali não correspondeu a esta amizade sincera de Hassan. Somente muitos anos depois, arrependido da sua falta de amor e reconhecimento por tudo que Hassan fez por ele, é que Ali resgata essa gratidão. 

Quem leu o livro lembra muito bem desta história emocionante, daí a pergunta:

Você seria capaz de uma amizade assim, igual a de Hassan?
Realmente existe amizade sincera e de total doação por um/a
amigo/a?
O que lhe parece, sob a visão da nossa sociedade tão
egocêntrica?  


by Didileite                                                    Ilustração Imagem Google

POESIA - AMARELO ENCANTADO





                              AMARELO ENCANTADO

Amarelo é o sol.
Amarelo é o ouro.
Amarelo é o mel.
Como amarelo é o sorriso
Sem graça alguma.
Amarelo é o  girassol,
A flor de helianto!

As frutas sazonadas amarelas são,
E nos convidam a uma mordida.
As acácias são belas, as amarelas.
Também as margaridas, as rosas,
As tulipas e as que no campo estão.
Flores silvestres, escondidas sem fama
Talvez sem aroma, são amarelas delicadas.

Amarelo é o losango da bandeira,
Amarelo é cabelo da menina lourinha,
Amarela é a cor da chama da vela,
Que eleva a fé a Deus.
Amarelo é o vestido da mocinha,
Esvoaçante ao vento da beira mar.
A gema do ovo,
e o topázio são amarelos fortes.
As folhas em pleno outono
Vão amarelecendo.
Amarela era a camisa do samba de Ari!



O dia é amarelo!
Sim senhor!
O dia claro de verão é áureo,
Diluído pela atmosfera que a tudo envolve,
Mas quem ilumina é ele, o sol.
No levante da manhã
Ele banha as casas, as janelas e cortinas
A tudo dourando.
Quando ele cai sobre os campos,
ilumina amarelamente cantos e recantos
das matas, areias e arenas.
As águas que correm e o mar que as recebe
Ficam de azul  verde a flavas.
Um clarão que esquenta,
cálido amarelo sobre a pele, as vestes e os
olhos que mal  resistem a tanta luz.

O amarelo é cor quente,
Que aquece o coração e o ambiente.
O vaqueiro da caatinga se confunde
Ao ressequido e poeirento
Do sertão escaldante.
Amarelo pardacento!
O homem nos campos abertos
dos pampas do sul carrega raios
dourados no trote do seu baio,
no ponche que o envolve.
Nas minas  de céu aberto
O garimpeiro que cata o ouro,
Não nota que dourado fica sob
O sol ardente.
O beduíno no deserto, em sua
Caminhada está dentro de uma caldeira
Onde tudo é areia flavescente, e ele
Se integra à paisagem.
Ali é onde o dia é mais claro e
Mais fulvo.
Tudo dourado, sim senhor!





















Inesquecível o amarelo de Van Gogh!
O tom amarelecido do campo de trigais,
E seu vaso solitário de girassóis!
Simbólico o elo da bandeira olímpica,
A Ásia amarela!
Que coisa mais interessante a espiga
De milho, um tom ao ser colhida
E outro mais vibrante quando cozida!

E o que dizer dos belos
Canários belgas?
Amarelos suavezinhos.
As araras não seriam tão exuberantes
Se não houvesse penas amarelas
Em suas plumagens.
As borboletas amarelas
Voando despreocupadas pelos jardins!.
As abelhas obreiras enchendo os favos
Do dourado mel!

Quem gosta de futebol,
De esporte em geral
Logo lembra que há amarelo
Nos uniformes de vários times.
E a  seleção brasileira?
Canarinha, porque amarelinha.

Amarela a cor que mais reflete a luz!
Ela ganha do vermelho e do branco
Em luminosidade.
Acredite isso é verdade!
A natureza cai de amarela!
E a gente dentro dela.

Esta cor está em nossas vidas,
Há sempre algo amarelo
Em casa, na vida da gente.
Cor que vai do prato às roupas e joias.
Da Índia vem o açafrão,
Que dá cor e sabor à iguarias:
Arroz com açafrão!

Cor primária que não pode ser decomposta,
Mas pode mesclar-se a outras
e formar tantas mais.
Ela está nos campos, nos mares, nos rios
No deserto e até no céu!
Fauna e a flora esbanjam amarelo
nos quatro cantos do planeta.
Em todas as tonalidades, de todas as nuances,
Sempre há uma mancha, uma pitada
De amarelo por aí.

Mas amarelo também pode ser
Sinal de alerta para quem está doente!
No trânsito se traduz em atenção!
Quando fluorescente nas vestes,
À noite, evita acidentes!

O nome da cor é palavra de alta sonoridade
Aberta, amarelo, amarela...
É como paisagem que se abre,
Que encanta e ilumina,
Completa, complementa:
faz tudo luz!
Cor da alegria,
Cor de Iansã
Cor de eterna magia.















Que seria do arco Iris se não houvesse o amarelo?
De certo sem graça, sem vida, sem luz!
Com certeza!
Amarelo para sempre amarelo,
Minha cor de predileção!


by Didileite 

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PENSAMENTO ALHEIO - Perspectiva Cósmica








"Cada um de nós é, na perspectiva cósmica, precioso.
Se um ser humano discorda de você, deixe-o viver.
Em cem bilhões de galáxias, você não vai encontrar outro"


                                                                                Carl Sagan



sábado, 26 de abril de 2014

ALDRAVIAS -












 " Paraíso verde imagem clicada do trem"

" Fragmentos de mim ficaram no trem"

" No trem compreendi chegadas e partidas"

" O trem leva e traz poesia"

                                
                                                                  Autoria de Goreth de Freitas
                                                                  Ipatinga - MG
                                                                  Ilustração Imagem Google

sexta-feira, 25 de abril de 2014

CONTOS QUE TE CONTO - Opção de Vida - 2a.Parte






... continuação..

 Já trabalhando numa firma segura, dedicou-se ao trabalho, embora fosse um trabalho de contrato temporário, mas tinha dois anos de salário assegurado. Fez colegas novos e estava indo muito bem, mas infelizmente não seria efetivada. Findo os dois anos de contrato, teve que sair e procurar novo emprego.  Achou e, agora sim, era um emprego fixo.  Deixou os colegas para trás e seguiu sua vida.  Deixou também uma amizade com uma colega, com a qual se identificava por afinidade de pensamentos e modo de ver a vida.  No novo emprego estava mais segura. Principalmente pela assistência que podia dar à saúde da sua mãe, dona Helena.

            Um dia Clara Maria ouviu o som de um relógio. Era um relogiozinho que não marcava hora, marcava tempo, idade,  possibilidades, chances. Era o famoso relógio biológico !  A moça pensou que já passava dos trinta e um anos, e suas chances de ser mãe estavam se aproximando do prazo limite. Mas ela não estava namorando nem pensava em ninguém.  Não queria ter a famosa ¨produção independente ¨. Queria ser mãe de família constituída, não, necessariamente, casada de papel passado, mas, sim com alguém de quem ela gostasse e que correspondesse a esse sentimento e, junto com ela, formasse uma família.  Pensava nisso,  trabalhava e cuidava da mãe.  Se for possível, se Deus quiser... Quem sabe ?

            De repente, olhou para um rapaz que sempre a olhava.  Já era conhecido da família, mas Clara Maria nunca lhe deu muita atenção. Resolveram sair.   Saíram, e ali estabeleceu-se um pequeno relacionamento. Esse relacionamento cresceu entre  ela e Estevão.   E olha o relogiozinho sinalizando no pensamento da moça novamente.  Ela pensou que Estevão até que poderia ser o pai do seu filho. Ela já gostava de Estevão, mas não o amava. Ele a tratava bem, já mantinham uma intimidade, por que não ?  Não haveria casamento oficial, mas ele mostrava-se inclinado a viver com Clara Maria.   Depois, ele era saudável, forte, bom caráter, trabalhador...  O fato passou a fazer parte do ideário de Clara Maria. Conversaram, um dia, sobre um filho, e ele lhe disse que já era pai, mas se tivesse mais um ou uma filha, tudo bem. - Isso a faria ela feliz ?  Então, tudo bem !

               Um belo dia, Clara Maria descobriu que estava grávida. Passaram a morar juntos na casa dela. Dona Helena, a princípio, não se animou muito com a nova situação, mas, depois, aceitou a vinda de mais uma neta.  Sim, porque Clara Maria estava grávida de uma menina. 

              Num belo dia de verão, veio ao mundo a primeira filha de Clara Maria e Estevão. A nova mamãe não se continha de felicidade e pensou, olhando aquele pedacinho de gente:
- Minha filha !  Agora eu sou mãe !  Para sempre minha vida mudou. Graças a Deus e a todos os Orixás, minha filhinha veio perfeita e com saúde !  Você, minha bonequinha, vai se chamar Shizue, que em japonês quer dizer tranquila bênção ! 
Clara Maria foi mãe de primeira viagem aos trinta e seis anos.

                                                         continua...